Rio-2016 vai receber R$ 270 mi do governo para cobrir gastos

Repasses dos governos federal e municipal serão usados nas cerimônias de abertura e encerramento

Por Da redação - 5 ago 2016, 00h11

Os governos federal e municipal vão socorrer o comitê organizador da Rio-2016 com 270 milhões de reais para cobrir os gatos com as cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada e da Paralimpíada, disse o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha nesta quinta-feira.

De acordo com o ministro, desse montante 150 milhões de reais virão da prefeitura e os 120 milhões de reais restantes do governo federal. O comitê organizador dos Jogos vem operando no vermelho e corre contra o tempo para não fechar os eventos esportivos com déficit.

“A demanda era de 200 milhões de reais, mas chegamos a 270 milhões de reais”, disse o ministro a jornalistas após participar de uma reunião com autoridades de segurança no Rio.

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O déficit do comitê Rio 2016 foi assunto nesta quinta, na véspera da abertura dos Jogos, da reunião sobre segurança do Centro Integrado de Comando e Controle da qual participaram, além de Padilha, os ministros da Defesa, Raul Jungman; da Justiça, Alexandre de Moraes, e representantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Polícia Federal, entre outros.

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Após a reunião, Padilha elogiou a preparação para a Rio-2016 e prometeu que o evento será “o maior de todos os tempos”. “Conseguimos chegar, sem nenhuma pendência, ao início dos Jogos. Tudo o que foi previsto, foi consolidado. Portanto, nós estamos preparados para fazer no Brasil aquele que será, sem dúvida nenhuma, o maior evento de todos os tempos, em território nacional, e um dos maiores eventos do mundo.”

Autoridades estrangeiras – O ministro da Casa Civil afirmou que até agora cerca de cinquenta autoridades estrangeiras confirmaram presença na cerimônia de abertura dos Jogos, que acontece nesta sexta-feira no Maracanã. Um número inferior aos 80 que foram a Pequim-2008 e aos 70 de Londres-2012.

Padilha reconheceu que o número é menor do que havia sido imaginado e atribuiu esse fato às incertezas geradas pela interinidade do presidente em exercício Michel Temer, em meio ao processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. “A interinidade é causa de algum tipo de restrição a participação, reconhecemos… Gostaríamos que já tivesse havido a decisão do Senado”, disse o ministro.

(Com agência Reuters)

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