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Ricardo Teixeira é investigado por apoio à Copa no Catar

Relação do brasileiro com Bin Hammam incluiria uma série de irregularidades

O ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, teve seu nome incluído nas investigações da Fifa sobre irregularidades na candidatura do Catar como sede da Copa de 2022. Segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo desta segunda-feira, a amizade entre o brasileiro e Mohammed Bin Hammam, ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol e um dos principais agentes de futebol do Catar, teria motivado uma série de suspeitas.

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Teixeira, que na época da eleição era membro do Comitê Executivo da Fifa, nunca escondeu que votou pelo Catar. Um ano depois, ele apoiou Bin Hammam para a presidência da entidade, contra Joseph Blatter. Segundo o jornal, três suspeitas recaem contra Teixeira e Bin Hammam. A primeira se refere ao fato de a CBF ter recebido um cachê fora dos padrões para realizar um amistoso entre Brasil e Argentina, justamente em Doha, em novembro de 2010 – semanas antes da escolha do país-sede da Copa de 2022.

Pessoas envolvidas na realização do amistoso relataram que dois contratos foram assinados. Um, com a empresa que de fato organizou a partida. O outro teria sido fechado diretamente com a CBF, valendo 14 milhões de dólares (cerca de 31 milhões de reais). Outro foco da investigação é o envolvimento de Bin Hammam com a empresa ISE, que detém todos os direitos sobre os amistosos da seleção brasileira até 2022. Teixeira e a ISE assinaram o acordo no Catar. A ISE ainda teria dado à Confederação Asiática de Futebol outros 14 milhões de dólares para o “uso pessoal” de Mohamed Bin Hammam.

Os investigadores da Fifa ainda querem saber se há alguma relação entre a votação do Catar na Fifa e o fato de Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona e amigo íntimo de Teixerira, ter fechado com o emirado um acordo histórico para patrocinar o clube catalão, dias antes da eleição. Rosell, que no início deste ano deixou a presidência do Barça após suspeitas de irregularidades no contrato de Neymar, mantinha diversos acordos comerciais com a CBF e com a ISE.

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(Com agência Estadão Conteúdo)