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Revezamento da tocha para Jogos de Tóquio corre risco de ser suspenso

Tradicional corrida cerimonial com restrições, que começa em 25 de março, será transmitida ao vivo para evitar aglomerações nas ruas

Por Da Redação Atualizado em 25 fev 2021, 13h52 - Publicado em 25 fev 2021, 13h51

O comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio declarou nesta quinta-feira, 25, que pode suspender o revezamento da tocha olímpica se houver sinais de aglomeração, a fim  de evitar os riscos de infecção pelo novo coronavírus. Segundo Yukihiko Nunomura, executivo sênior da Tóquio-2020, a tradicional corrida cerimonial com restrições, que começará em 25 de março e percorrerá o Japão, será transmitida ao vivo para impedir ajuntamentos nas ruas. Os organizadores do evento pedem que o público apenas aplauda de longe a passagem dos corredores e não se engaje em comemorações mais efusivas.

Nunomura disse que os organizadores ainda não decidiram se realizarão o revezamento em Tochigi, agendado inicialmente para o final de março, porque a região pediu que atividades ao ar livre desnecessárias sejam evitadas durante a pandemia. “Se por acaso alguma aglomeração densa acontecer nas ruas, o revezamento da tocha pode ser suspenso, já que priorizamos a segurança e a proteção da população”, disse ele.

Medidas mais rígidas, como a ausência de espectadores, são possíveis, já que não se sabe como a pandemia de Covid-19 transcorrerá, disseram as  autoridades. Nas cerimônias de revezamento da tocha será proibido comer e beber, mas o consumo de água será permitido para evitar o risco de insolação.

Os Jogos de Tóquio enfrentam uma série de obstáculos, como a oposição pública decorrente das preocupações de saúde e comentários machistas do ex-chefe do comitê organizador. Cerca de mil voluntários desistiram de participar do evento no mês passado, de acordo com os organizadores, período em que o então presidente do comitê organizador, Yoshiro Mori, renunciou por causa de comentários sexistas e uma mulher foi escolhida para substitui-lo.

Os voluntários são a espinha dorsal dos Jogos, já que fazem de tudo, inclusive conduzir pessoas aos locais de competição, traduzir e transportar visitantes. Os organizadores dizem não acreditar que isto afetará a realização do evento, já que o número de desistentes é somente cerca de 1% do total.

Com Agência Brasil.

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