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Reunião tenta achar estádio paulista para receber Copa

São cinco opções, mas nenhuma está livre de problemas. E política só complica

Por Da Redação - 21 jul 2010, 10h27

A reunião discutirá cinco opções: Morumbi, Arena Palestra Itália, Pacaembu, Piritubão e um projeto de estádio do Corinthians, ainda sem local definido.

Uma reunião marcada para esta quarta-feira promete decidir qual será o estádio de São Paulo para a Copa do Mundo de 2014. A menos de quatro anos do evento, o grau de incerteza que cerca a decisão é alarmante: há cinco opções sobre a mesa, mas nenhuma parece estar livre de problemas graves. A maior cidade do país tem chances reduzidas de receber a partida de abertura, que era o esperado quando a Fifa anunciou a decisão de trazer o Mundial ao Brasil. Numa decisão marcada por fortíssima disputa política, a CBF, o comitê paulista, o governo estadual e a prefeitura tentam chegar a um difícil acordo.

O encontro colocará frente a frente o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o coordenador do comitê paulista, Francisco Vidal Luna, o prefeito Gilberto Kassab e o governador Alberto Goldman. Prevista para acontecer no fim da manhã, no Palácio dos Bandeirantes, a reunião discutirá cinco opções: Morumbi, Arena Palestra Itália, Pacaembu, Piritubão e um projeto de estádio do Corinthians, ainda sem local definido. O poder público vai insistir na escolha do Morumbi, mas a chance de sucesso é zero. Arena Palestra Itália e Pacaembu serão apresentados à CBF como alternativas pelo governo estadual e pela prefeitura.

Dependendo de como se encaminhar a reunião, ainda poderá entrar na pauta o “Piritubão” e um novo estádio do Corinthians, em Itaquera ou em Guarulhos. Com os três estádios que serão apresentados como opções (Morumbi, Arena Palestra e Pacaembu), a avaliação é que o governo paulista abriu mão de receber a abertura da Copa do Mundo. Teixeira deverá insistir na construção da nova arena em Pirituba, que até pouco tempo era a primeira opção de Kassab. O prefeito, no entanto, não encontrou investidores e, se esse for o projeto escolhido para a cidade, a CBF terá de ajudar na busca pela viabilização financeira.

Em entrevista concedida na manhã desta quarta, o governador Goldman disse que insistirá no Morumbi. “O Piritubão está absolutamente fora de cogitação. O Pacaembu é difícil, é um patrimônio tombado, necessita de investimentos grandes e a prefeitura não tem recursos para isso. Eu vejo apenas como possibilidade, em primeiro lugar, o Morumbi. Poderia-se analisar o Parque Antártica, que nunca chegou a ser analisado para uma abertura de Copa”, disse Goldman em entrevista à rádio CBN. O projeto de reformulação do Morumbi, no entanto, será descartado por Ricardo Teixeira.

A Fifa já havia feito isso durante a Copa da África do Sul, quando excluiu o estádio do São Paulo por falta de garantias financeiras para o projeto aprovado – cujo valor ultrapassava 600 milhões de reais. Depois, nem se deu ao trabalho de olhar um novo projeto, de cerca de 220 milhões de reais, que não contempla a lista de exigências para a abertura. Na terça, o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, confirmou ter recebido um contato do comitê paulista para a Copa de 2014 pedindo informações sobre a Arena Palestra Itália, que deverá ficar pronta até o fim de 2012, com capacidade para 45 mil torcedores.

“O Palmeiras só passou as informações solicitadas pelo comitê. O que fizemos foi unicamente colocar o estádio à disposição para jogos da primeira fase. Sabemos que a Arena não tem capacidade para receber a abertura”, afirmou Belluzzo. O Pacaembu, terceira opção do governo estadual e que tem um projeto de ampliação temporária para 65 mil pessoas, ao custo de 500 milhões de reais, tem chances muito pequenas de ser usado na abertura. A avaliação é do ex-secretário de Esportes da capital, Walter Feldman. “Para a abertura, o Pacaembu está fora. Contudo, se o caso for receber outros jogos, o projeto é o melhor”.

(Com Agência Estado)

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