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Retorno de Kaká funciona e seleção goleia o Iraque: 6 a 0

Meia fez bom jogo e ajudou jovem Oscar a brilhar. Neymar também subiu de rendimento em nova posição. Na terça, equipe faz novo teste contra o Japão

Por Da Redação - 11 out 2012, 17h32

A entrada de Kaká na equipe e a ausência de um centroavante fixo no time titular provocaram uma mudança no esquema de jogo de Mano

As circunstâncias da partida foram inusitadas: uma pequena cidade sueca, um modesto estádio com milhares de cadeiras vazias, um adversário inédito e a torcida apoiando o oponente. Mas a seleção brasileira pode vir a lembrar do amistoso desta quinta-feira, contra o Iraque, em Malmoe, como o jogo em que os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 começaram a entrar nos trilhos. O resultado do primeiro jogo da história entre brasileiros e iraquianos (que ocupam a 80ª colocação no ranking da Fifa) não era o mais importante, já que a seleção treinada pelo ex-craque Zico é bastante limitada. Melhor que a goleada por 6 a 0, porém, foi o desempenho da nova formação ofensiva esboçada pelo técnico Mano Menezes. O retorno de Kaká e a escalação de Neymar no comando do ataque foram aprovadas neste primeiro teste. As novidades resolveram algumas das maiores deficiências da seleção nas últimas partidas. Menos previsível, mais solta e muito mais veloz, a equipe deu pistas de que pode evoluir com o novo desenho tático. Antes do jogo, a grande expectativa era sobre o desempenho de Kaká, que voltou a vestir a camisa da seleção depois de dois anos. Além de apresentar um bom futebol, o meia teve entrosamento fácil e imediato com Neymar e principalmente com Oscar, que subiu muito de produção ao dividir a armação da equipe com o experiente ídolo. Kaká ainda marcou um belo gol (dois de Oscar, um de Hulk, um de Neymar e um de Lucas completaram o placar) e aumentou a chance de seguir no time titular nos dois últimos amistosos do ano: na próxima terça, contra o Japão, na Polônia, e em 14 de novembro, nos Estados Unidos, contra a Colômbia.

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Cinco problemas que Mano Menezes precisa resolver na seleção

A entrada de Kaká na equipe e a ausência de um centroavante fixo no time titular provocaram uma mudança no esquema de jogo da seleção de Mano. Neymar deixou de priorizar a faixa esquerda do campo para ficar mais solto no miolo do ataque. O próprio Kaká foi escolhido para cair por aquele lado. Apesar de ter dito na véspera que o papel de Kaká no Real Madrid, onde o meia é reserva, “é problema do José Mourinho”, Mano aproveitou o jogador de 30 anos de uma forma similar à usada pelo treinador português do clube espanhol. Oscar ficou mais centralizado, na posição original de Kaká, e Hulk jogou pela direita, mais aberto Apesar desse desenho inicial, Mano insistiu para que os integrantes do setor ofensivo alternassem de posição, evitando que a marcação pelo adversário ficasse previsível. Só Hulk ficou mais fixo em seu setor. A primeira boa jogada da formação ensaiada nesta quinta aconteceu aos 5 minutos, quando Oscar desceu pela esquerda e cruzou para Kaká concluir firme de cabeça, para boa defesa do goleiro iraquiano. Mas o melhor indicativo de que o novo esquema pode ser bem-sucedido foi visto aos 21 minutos, quando Neymar buscou a bola na intermediária, trocando de posição com Oscar, e lançou o jovem meia do Chelsea em velocidade, livre entre os zagueiros, para o camisa 10 concluir com tranquilidade e abrir o placar. Melhor ainda foi a jogada do segundo gol brasileiro, aos 27 minutos. Oscar ajudou na retomada de bola e acionou Neymar. Kaká disparou pela esquerda, recebeu do atacante, invadiu a área e serviu o próprio Oscar, que acompanhou todo o contra-ataque em velocidade.

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Com a vantagem no placar, a seleção diminuiu o ritmo, mas seguiu controlando o jogo e criando chances de gol. Aos 39 minutos, Kaká fez uma linda jogada pela direita, driblou com grande habilidade e invadiu a área para concluir, mas o goleiro fechou o ângulo e impediu o gol. O iraquiano Sabri voltou a parar Kaká três minutos depois, quando Neymar acionou o meia pela esquerda e teve mais um chute espalmado pelo goleiro. Aos 45, Sabri teve sorte: Adriano cruzou com perfeição pela direita e Paulinho subiu para cabecear no travessão, fechando um bom primeiro tempo da seleção. Já no primeiro minuto da segunda etapa, o goleiro evitou mais uma vez o gol brasileiro, defendendo um lance de cabeça à queima-roupa de Oscar, dentro da pequena área. Aos 2 minutos, porém, o iraquiano nada conseguiu fazer diante de uma linda jogada de Kaká, que arrancou pela esquerda, ao seu velho estilo, e arrematou de esquerda, ampliando o placar. Aos 7 minutos, Kaká serviu Oscar mais uma vez, mas o meia perdeu a chance de aumentar a goleada. Sabri fez milagre aos 9, parando arremate de Neymar, mas não foi capaz de evitar o quarto gol brasileiro no minuto seguinte: Hulk, em forte chute cruzado, deixou o seu. Já satisfeito com a experiência, Mano decidiu mexer no setor ofensivo, testando Lucas e Thiago Neves nas vagas de Kaká e Hulk. Apesar das trocas, o Brasil continuou agredindo o rival, aumentando o placar aos 30 minutos, com Neymar, que foi lançado, fintou um defensor e bateu cruzado para fazer 5 a 0. Aos 34, Lucas fez o sexto, arrancando da intermediária, tabelando com Neymar e concluindo com categoria para fechar o marcador. A equipe agora retorna à Polônia, onde se concentrou durante a semana, para enfrentar o Japão, equipe que tem vaga garantida na Copa das Confederações do ano que vem, na terça, às 9h10 (no horário de Brasília).

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