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Reticente com volta de bandeiras, FPF torce por veto de Alckmin

Aprovado no último dia 24 de agosto, o projeto de lei que permite o uso de bandeiras com mastro nos estádios paulistas ainda não foi sancionado pelo governador Geraldo Alckmin, mas já causa preocupação na Federação Paulista de Futebol (FPF), que vê uma série de conseqüências negativas na medida.

‘Espero que o governador não sancione o projeto, mas isso vai além do nosso poder. Podemos aceitar o uso de bandeiras nas torcidas organizadas, mas não nas cadeiras e arquibancadas de torcedores comuns, que podem ter sua visão prejudicada. Seria uma falta de respeito. Não gosto da ideia e a Polícia Militar acha perigosa. Então sou contrário à lei’, explicou Marco Polo Del Nero, presidente da FPF.

A partir do momento em que receber da Assembleia Legislativa o texto final da lei, o governador Geraldo Alckmin terá 15 dias úteis para decidir se sanciona ou veta o projeto. Entretanto, segundo a assessoria do Palácio dos Bandeirantes, este prazo ainda não está sendo contado, já que não houve a entrega oficial (chamada de ‘autógrafo’) pelo órgão legislador.

O uso de bandeiras com mastro está proibido há 16 anos, desde que uma batalha campal entre torcedores de São Paulo e Palmeiras ocorreu no Pacaembu, na decisão da Supercopa São Paulo de futebol júnior, e deixou um torcedor morto. Na ocasião os mastros não foram utilizados na confusão, mas o medo de que fossem utilizados para atos violentos fez com que eles fossem banidos das arquibancadas.