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Remanescente de Sidney-2000, Adrianinha é ‘referência’ de Damiris

Por Da Redação 21 set 2011, 08h22

Aos 32 anos, Adrianinha é a jogadora mais experiente no grupo da Seleção Brasileira convocado para o Pré-Olímpico de Neiva, com início previsto para o próximo sábado. Remanescente do bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney-2000, a armadora é um exemplo para a pivô Damiris, 18 anos, a mais nova no elenco.

‘Esse é meu segundo ano com a seleção. Em 2010, foi um pouco mais difícil, porque eu era mais novinha, meio tímida. Mas esse ano está tranquilo. Eu procuro bastante a Adriana, é meu ponto de referência na equipe e me dá muitos conselhos. Quando estou com alguma dúvida, sempre procuro por ela’, afirmou Damiris.

Na Seleção principal, a pivô disputou o Mundial da República Tcheca-2010. No time sub-19, conquistou o bronze no Mundial do Chile-2011 e foi escolhida a melhor do torneio, além de terminar como cestinha. Damiris, atualmente no Celta de Vigo-ESP, costumava acompanhar Adrianinha em ação pela televisão e ficou sem jeito no momento em que se viu ao lado da armadora.

‘O primeiro treino foi super engraçado. Quando olhei para a Adriana, pensei: ‘poxa, vou jogar com ela’. Deu aquele friozinho na barriga. Algumas bolas que me passavam no começo, eu nem pegava, porque tomava susto. Mas agora já me adaptei bastante’, declarou a pivô de 1,92m.Experiente, Adrianinha é elogiosa ao falar sobre a mais jovem do elenco. ‘A Damiris já demonstrou o talento e a seriedade que tem, mesmo com tão pouca idade. Ela está numa crescente e já pode ser considerada uma ‘novata experiente’ na Seleção Brasileira’, afirmou a armadora.

Em sua trajetória com a camisa da equipe nacional, Adrianinha participou de três edições dos Jogos Olímpicos e ainda disputou mais três Mundiais. Ao recepcionar Damiris, a armadora lembra dos primeiros contatos com a geração anterior de jogadoras.

‘Eu tive a sorte de jogar com a Janeth, com a Alessandra, com a Helen. Elas sempre me deram muita força, me ajudaram e deram conselhos. É isso que procuro fazer com as meninas agora. Mesmo sendo experiente, também não deixo de aprender coisas novas e tenho o mesmo objetivo que elas’, declarou a armadora do Parma-ITA.

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DAMIRIS É FÃ DE ‘ÉRIKÃO’

A jovem Damiris vê em Adrianinha seu ponto de referência, mas é fã incondicional de Érika e chama a pivô que defende o Atlanta Dream na WNBA por um apelido inusitado.

‘Eu me espelho bastante na Érikão. Desde que comecei no basquete, quero ser como a ela’, declarou Damiris, que mantém contato constante com a jogadora da WNBA através da Internet.

Diferente de Iziane, sua companheira no Atlanta Dream, Érika aceitou a convocação do técnico Ênio Vecchi e se apresentará à Seleção na sexta-feira, um dia antes do início do Pré-Olímpico.

Sem os Estados Unidos, garantidos nos Jogos de Londres-2012 após o título do Mundial-2010, o Pré-Olímpico de Neiva classifica apenas o campeão. Os times que terminarem entre o segundo e o quarto lugar seguem para o Pré-Olímpico Mundial. O Brasil forma o Grupo B ao lado de Jamaica, Canadá, México e Paraguai. Após a primeira fase, os dois primeiros avançam para a semifinal.

O técnico Ênio Vecchi aposta na formação de seu elenco para lutar pela vaga em Londres. ‘Apesar da idade, a Damiris já tem uma boa experiência internacional, sabe o que vai encontrar e como se comportar. Isso é fundamental para poder ajudar o time junto com as mais experientes, como a Adrianinha e a Érika’, afirmou.

Ao lado de Adrianinha, Janeth conquistou o bronze em Sidney-2000 e projeta um futuro de sucesso para a pivô de 18 anos. ‘Estamos vendo o que ela tem jogado no clube a na Seleção. A Damiris tem muito potencial e está sendo lapidada. É bom contar com atletas assim, porque podemos pensar a longo prazo’, declarou a assistente técnica de Ênio Vecchi.

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