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Rei também nos negócios: marca de Jordan vestirá equipes da NBA em 2021

Com fortuna avaliada em mais de 2 bilhões de dólares, lenda do basquete reforça parceria com a Nike após sucesso retumbante de série na Netflix

Por Danilo Monteiro Atualizado em 21 jul 2020, 19h23 - Publicado em 21 jul 2020, 19h19

Possivelmente o “casamento” mais bem sucedido da história do marketing esportivo, a parceria entre Nike e Michael Jordan alcançará novos níveis a partir da próxima temporada da NBA. Um dos quatro uniformes de cada time terá o “Jumpman”, logo da marca Jordan, estampada no lugar do tradicional símbolo da fornecedora de material esportivo da liga.

Aos 57 anos, a lenda do basquete vem conseguindo repetir como empresário o extremo sucesso que obteve como jogador do Chicago Bulls. Desde que assinou com a Nike em 1984, ano de sua estreia NBA, Jordan “viralizou” antes mesmo da existência das redes sociais e foi um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento tanto da liga e quanto da marca de artigos esportivos.

Aposentado das quadras desde 2003, Jordan segue dominando a liga: segundo levantamento do site Baller Shoes DB, os produtos de sua linha são utilizados por mais de 75% dos atletas da NBA.

A abertura da Nike para uma maior participação da marca Jordan tem base em dados financeiros do último trimestre, impactados diretamente pela pandemia de coronavírus e fechamento de lojas físicas em todo o mundo. A multinacional teve prejuízo em seis de suas sete principais categorias, como futebol e corrida. A Jordan foi a exceção e cresceu 15% durante o período.

  • Reportagem recente da revista Forbes mostrou que o sucesso de Jordan e seus materiais esportivos e casuais não foi obra do acaso. O último trimestre foi marcado pelo lançamento do documentário The Last Dance, da ESPN e Netflix, que conta em detalhes e imagens inéditas a dinastia dos Bulls da década de 90, hexacampeão da NBA, e foi assistido por cerca de 5,6 milhões de pessoas. Apenas na China, a Jordan teve crescimento de 50% em sua receita no período, chegando próximo a 1 bilhão de dólares (algo como 5 bilhões de reais).

    Michael Jordan é hoje dono de uma equipe da NBA, o Charlotte Hornets, e tem fortuna avaliada em cerca de 2,1 bilhões de dólares (10,9 bilhões de reais), pela Forbes. Somente no ano passado, ele recebeu 130 milhões de dólares da Nike (679 milhões de reais), quatro vezes mais que LeBron James, o principal atleta da Nike em atividade. Ao todo, são 1,3 bilhão de dólares (6,8 bilhões de reais) recebidos desde o primeiro contrato de Jordan com a Nike, em 1984.

    Há dois anos, PSG estampa o logo de Jordan e assina parcerias com a marca Charles Platiau/Reuters

    A Jordan Brand já vestia times da liga nacional universitária de basquete (NCAA) e o próprio Hornets de Jordan desde 2017, mas o maior sucesso do formato foi a parceria da marca com o Paris Saint-Germain, que usa camisas da Jordan em alguns jogos da Liga dos Campeões e competições nacionais desde 2018, além de ter materiais limitados, como tênis e casacos, vendidos de tempos em tempos pela Nike.

    Desde a aposentadoria de Jordan, a empresa trabalha com patrocínio de jogadores e nos últimos anos tem intensificado os esforços. O armador Russell Westbrook, do Houston Rockets, é o principal nome da marca atualmente, mas Jordan investiu alto e fechou acordo com os dois principais prodígios da liga: Luka Doncic, do Dallas Mavericks, e Zion Williamson, do New Orleans Pelicans. Doncic terá o quarto maior patrocínio de tênis da história e receberá 100 milhões de dólares (522 milhões de reais) em cinco anos, enquanto Zion irá faturar 75 milhões de dólares (392 milhões de reais) durante o mesmo período.

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