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Recuperação exigirá paciência de Anderson Silva

Médico responsável por cirurgia disse que o lutador levará semanas para voltar a andar sem proteção. E evitou dar previsão de quando lutador deixará hospital

Por Edoardo Ghirotto 30 dez 2013, 22h36

A entrevista coletiva do médico responsável pela cirurgia de Anderson Silva deu uma ideia clara da enorme paciência que o lutador precisará ter em seu processo de recuperação. Ao todo, serão até nove meses de tratamento. O atleta, por exemplo, levará semanas para voltar a andar sem proteção alguma. “O tempo para uma caminhada varia entre cada paciente, mas acho que ele poderá depositar algum peso sobre a sua perna esquerda nas próximas semanas, quando a dor diminuir e ele se sentir confortável”, disse Steven Sanders, que trabalha no UFC.

Sanders também foi cauteloso ao fazer a previsão de quando o lutador deixará o hospital – fãs e familiares esperavam que Anderson tivesse alta nesta segunda-feira. “Não posso falar uma data certa. Inicialmente há um tratamento médico e temos que monitorar os sinais vitais e administrar antibióticos contra infecções. Nos próximos dias temos que tratar de diminuir os níveis de dor e realizar uma terapia física para deixar o paciente em pé e com capacidade de se mover”, disse.

O ortopedista estipulou de três a seis meses para a recuperação plena dos ossos da tíbia e fíbula fraturados. Voltar a treinar no tatame levará até nove meses. Ele fez questão de pontuar que Anderson Silva teve sorte de a lesão não ter sido mais grave. Embora as imagens da fratura tenham chocado quem acompanhava a luta contra o americano Chris Weidman, Sanders atestou que uma fratura exposta elevaria as chances de o brasileiro sofrer uma infecção. “Ele poderia, por exemplo, ter rompido um vaso sanguíneo e interrompido a circulação de sangue para o pé.”.

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Anderson é operado e deve ficar até seis meses parado

A idade (Anderson faz 39 anos em abril), diz ele, também não deve prejudicar sua recuperação. “Outros fatores externos podem ser relevantes”, disse. Sua condição física certamente é um fator positivo. “Ele poderá trabalhar a parte de cima do corpo com o cross-training, ou seja, com exercícios aeróbicos. Obviamente ele apresentará limitações, então induzimos os pacientes a usar os braços e tronco para manter a força e o equilíbrio. Imediatamente, no entanto, ele precisa se curar. Não vamos encorajar nenhuma atividade aeróbica ou que possa fazê-lo transpirar enquanto as feridas cirúrgicas não estiverem recuperadas.”

Anderson Silva ficará para o resto de sua vida com uma placa de titânio que foi implantada na região fraturada. “Esta placa é muito adaptável à biologia humana. Por alguma razão, humanos se dão bem com titânio. Eu nunca estive associado a nenhum caso de que ela tenha sido rejeitada e poderá permanecer debaixo da pele para sempre se o paciente quiser”, apontou.

O médico disse que o brasileiro tem totais condições de retornar ao octógono sem qualquer limitação, física ou mental. “Qualquer osso quebrado é um fato dramático. Mas, como um lutador, Anderson Silva está em uma categoria diferente de uma pessoa que apenas andava pelas ruas, além de já ter sido exposto a outras situações dolorosas. Acredito que ele superará isso e seguirá em frente.”

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