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Recordes, título de Mourinho e adeus de Guardiola marcam o Espanhol 2011/2012

Madri, 14 mai (EFE).- Após três campanhas consecutivas com o Barcelona dominando o Campeonato Espanhol, o Real Madrid do técnico português José Mourinho venceu uma competição marcada, principalmente, pelo adeus de Josep Guardiola à frente do time catalão.

A luta pelo título voltou a ficar entre Real e Barça. Dessa vez os papéis foram trocados e o Real se sagrou campeão. Mourinho havia prometido em sua chegada que o ‘segundo ano’ seria ‘muito melhor’, que era o ponto em que começaria a dar total retorno em seu trabalho.

Com a grande colaboração de Cristiano Ronaldo, autor de 46 gols e que terminou como vice-artilheiro – atrás de Lionel Messi -, Mourinho levou os madrilenhos ao título.

O Real bateu diversos recordes na temporada: maior número de pontos (100), gols marcados (121), vitórias fora de casa (16), gols feitos fora de casa (51) e vitórias em uma campanha (32).

O único recorde que não foi quebrado pelos madrilenhos ficou com Messi. O atacante argentino do Barça fez 50 gols, quatro a mais que Ronaldo, superando todas as marcas já registradas anteriormente.

A alegria do Real Madrid foi ainda maior por causa da vitória na casa de seu maior rival. Os comandados de Mourinho tinham quatro pontos de vantagem, restando quatro rodadas, e ficaram sete pontos à frente e com o título praticamente garantido.

O Barcelona de Josep Guardiola perdeu muitos pontos fora de casa, especialmente no primeiro turno, apesar dos reforços de Cesc Fábregas e do chileno Alexis Sánchez. Nem mesmo a ascensão dos jovens Thiago Alcântara e Isaac Cuenca resolveu.

Além disso, o time sofreu com os problemas de lesão do artilheiro David Villa e com a reincidência do câncer do lateral francês Eric Abidal. A equipe catalã, no entanto, se manteve viva na disputa até o fim graças à genialidade de Messi.

Mas este Campeonato Espanhol também será marcado pelo adeus de Guardiola do comando do Barcelona. Após 13 títulos em 16 possíveis, uma soberania na Europa e no país, o técnico deixou o time e resolveu tirar um período de férias. Seu substituto será seu auxiliar, Tito Vilanova, que recebeu uma difícil missão de igualar os feitos recentes.

Junto com Real Madrid e Barcelona, a oportunidade de ir à Liga dos Campeões da Europa ficou com Valencia e Málaga, terceiro e quarto colocados, respectivamente.

Para a Liga Europa estão classificados a revelação do campeonato, o Levante (sexto), Atlético de Madrid (campeão da competição neste ano) e Athletic Bilbao (finalista da Copa do Rei),

Um dos trabalhos que valem a pena ser destacados é o do técnico chileno Manuel Pellegrini, que levou o Málaga à classificação à Liga dos Campeões pela primeira vez em sua história. Muito por conta das milionárias contratações da equipe.

O Campeonato Espanhol também trouxe novidades como a chegada dos técnicos argentinos Marcelo Bielsa, que faz ótima temporada no Athletic Bilbao, e de Diego Simeone, que assumiu o Atlético de Madrid.

Bielsa fez com que o Athletic voltasse a emocionar seus torcedores e atraísse a simpatia de todos. Levou a equipe às finais da Copa do Rei e da Liga Europa, mas não foi além do décimo lugar no Espanhol, dando mostra do cansaço do elenco basco, que é muito jovem.

O Atlético de Madrid, comandado por Simeone, terminou em quinto. Ficou muito próximo da vaga na Liga dos Campeões, mas voltará à Liga Europa. Além disso, a equipe fez seus torcedores recuperarem o otimismo, muito por conta da chegada do artilheiro colombiano Falcao García, que fez 24 gols na temporada.

Os rebaixados do Campeonato Espanhol foram Racing Santander, Sporting Gijón e Villarreal. Os dois últimos caíram para a segunda divisão na rodada derradeira. EFE