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Real quebra jejum de 5 anos sem vencer no Camp Nou e coloca a mão na taça

Por Da Redação 21 abr 2012, 17h24

Redação Central, 21 abr (EFE).- Com uma marcação praticamente impecável e uma vontade de vencer que nem sempre é vista em uma partida de futebol, o Real Madrid derrotou o Barcelona por 2 a 1 neste sábado, ficou a um passo do título espanhol e ainda quebrou um jejum de mais de cinco anos sem bater o rival no estádio Camp Nou.

A última vitória do Real em território inimigo havia acontecido em 23 de dezembro de 2007, quando fez 1 a 0, com um gol do meia-atacante brasileiro Júlio Baptista. Além disso, com os dois gols marcados neste sábado, o time dirigido por José Mourinho chegou a 109 nesta edição do Campeonato Espanhol, um recorde em toda a história.

O resultado fez com que a equipe da capital chegasse a 88 pontos, contra 81 do Barça, que tem apenas quatro rodadas para tirar a diferença e alcançar o tetracampeonato. Khedira e Cristiano Ronaldo fizeram os gols dos visitantes, enquanto Alexis Sánchez marcou para os donos da casa.

Os rivais voltam suas atenções agora para a Liga dos Campeões, que na próxima semana terá os jogos de volta das semifinais. Na terça-feira, novamente no Camp Nou, o Barça tentará reverter a derrota de 1 a 0 sofrida para o Chelsea. Um dia depois, no estádio Santiago Bernabéu, o Real enfrentará o Bayern de Munique, para quem perdeu por 2 a 1 na ida.

Mourinho optou por escalar o mesmo time titular que na última terça-feira perdeu por 2 a 1 para o Bayern, no jogo de ida pelas semifinais da Liga, e com isso deixou os brasileiros Marcelo e Kaká no banco de reservas. Mesmo criticado após a partida na Alemanha, Fabio Coentrão voltou a ocupar a lateral esquerda.

No Barça, a maior surpresa foi a escolha do jovem Cristian Tello para ser o parceiro de ataque de Lionel Messi. O zagueiro Piqué e o atacante Alexis Sánchez, que não estavam 100% fisicamente, ficaram entre os reservas.

O meia-atacante Thiago Alcântara, filho do ex-jogador Mazinho, também estará em campo desde o começo no estádio Camp Nou, assim como os laterais Daniel Alves e Adriano.

O Real teve uma postura mais ofensiva do que vinha adotando nos clássicos contra o Barcelona, que, por sua vez, não se intimidou e também atacava. Com dez minutos de jogo, os dois goleiros já tinham feito boas intervenções.

A equipe visitante se colocou em vantagem no placar aos 16 minutos do primeiro tempo. Di María cobrou escanteio da direita, Pepe cabeceou para o meio e Puyol ainda tentou salvar, mas Khedira chegou chutando com tudo e mandou para a rede.

A partir daí, a prioridade do Real passou a ser a marcação, e o Barça tinha dificuldades para criar. No talento individual, Messi rompeu esse bloqueio e, mesmo cercado por quatro adversários, colocou Xavi na cara do gol, aos 26 minutos. O meia chutou, Casillas tocou levemente evitou que a bola entrasse.

O time da casa não abriu de jogar como sabe, rodando a bola, e incomodou novamente aos 41. Em bela troca de passes, Messi recebeu de Adriano e passou para Xavi, que acionou Daniel Alves. Em vez de bater, o brasileiro tentou devolver para Messi, mas foi interceptado por Pepe.

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O sistema defensivo do time madrilenho esteve quase impecável, mas um vacilo era suficiente para os donos da casa assustarem. Aos oito minutos da etapa final, Arbeloa bobeou, Tello saiu na frente de Casillas, mas isolou na arquibancada.

Sem conseguir penetrar na área do rival, uma alternativa para o Barcelona era chutar de fora. Em uma dessas tentativas, aos 23 minutos, Xavi recebeu de Thiago Alcântara e arriscou rasteiro e tirou tinta da trave direita.

Um minuto depois, Xabi Alonso saiu jogando errado, Messi arrancou e a bola chegou até a esquerda para Tello, que parou na defesa com os pés de Casillas. No rebote, Adriano encheu o pé e Alexis Sánchez, que entrara um minuto antes, tentou duas vezes até empatar.

Mas não houve muito tempo para comemorações pela torcida da casa. Logo em seguida, aos 28, Özil lançou Cristiano Ronaldo, que cortou Valdés e completou para a rede para desempatar.

Quem esperava uma pressão do Barça nos últimos minutos do clássico acabou sendo surpreendido. O Real esteve mais perto do terceiro que o rival da igualdade. Em contra-ataque rápido no quatro contra três, aos 37 minutos, Benzema foi ‘fominha’ e, em vez de tocar, chutou para defesa de Valdés.

Nos acréscimos, CR7 também perdeu uma grande oportunidade. A zaga catalã saiu jogando mal e, após cruzamento da esquerda, o português concluiu por cima do travessão.

Ficha técnica:.

Barcelona: Valdés; Daniel Alves, Puyol, Mascherano e Adriano (Pedro); Busquets, Xavi (Sánchez), Thiago Alcântara e Iniesta; Tello (Fàbregas) e Messi. Técnic: Josep Guardiola.

Real Madrid: Casillas; Arbeloa, Pepe, Sergio Ramos e Fabio Coentrão; Khedira, Xabi Alonso, Özil (Callejón) e Di María (Granero); Cristiano Ronaldo e Benzema (Higuaín). Técnico: José Mourinho.

Arbitragem: Alberto Undiano Mallenco, auxiliado por Jesús Calvo-Guardamuro e Fermín Martínez Ibáñez.

Cartões amarelos: Busquets e Mascherano (Barcelona); Pepe, Xabi Alonso, Özil e Granero (Real Madrid).

Gols: Khedira e Cristiano Ronaldo (Real Madrid); Sánchez. EFE

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