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Ralf e Paulinho consolidam sucesso corintiano com duplas de volantes

Por Da Redação 4 dez 2011, 18h46

Ralf e Paulinho são quase unanimidades nas projeções sobre os melhores jogadores do Campeonato Brasileiro. Não foi à toa que ambos voltaram a trabalhar com o técnico Mano Menezes, agora na Seleção Brasileira, e passaram a ser observados por clubes italianos. Com o título nacional, conquistado neste domingo, a dupla de volantes consolidou definitivamente o seu sucesso e também o do Corinthians com atletas da posição.

Assim como ocorre com a equipe comandada por Tite, os elencos mais vitoriosos formados no Parque São Jorge contavam com volantes elogiados. Roberto Belangero, por exemplo, é considerado por muitos como um dos jogadores mais habilidosos que passaram pelo Corinthians. Foi campeão paulista em 1951, 1952 e 1954 (no IV Centenário da cidade de São Paulo). Até Márcio Bittencourt e Wílson Mano, embora não tão técnicos, foram aguerridos e tiveram importantes participações no primeiro Campeonato Brasileiro conquistado pelo clube. Nos dois seguintes, Rincón e Vampeta se consagraram.’Para ser bem sincero, Vampeta e eu fomos melhores do que Paulinho e Ralf’, sorriu o colombiano Freddy Rincón, sem desmerecer os atuais volantes do Corinthians. ‘Graças a Deus, eles estão fazendo um excelente trabalho no clube. Desejo o melhor para os dois.’

O ídolo colombiano fala com conhecimento de causa, já que ele próprio emplacou outro volante no Corinthians recentemente. Antes de Paulinho se destacar na companhia de Ralf, era Elias quem chamava a atenção ao lado de Cristian. O hoje jogador do Sporting, de Portugal, deixou de ser atacante e passou a atuar como volante por sugestão de Rincón, então comandante do São Bento, de Sorocaba.

Dono de títulos estaduais, nacionais e até do Mundial de Clubes, Vampeta também elogia o entrosamento de Ralf e Paulinho, mas cita diferenças em relação ao estilo de sua dupla com Rincón. ‘Eles honram a tradição de bons volantes do Corinthians, porém o Ralf, por exemplo, joga mais plantado que o Rincón. Nós tínhamos mais movimentação. O Corinthians está com grandes representantes na posição: o Jucilei e o Elias foram muito bem, agora teve o menino que jogou contra o Ceará (Edenilson)’, lembrou.

Substituir Cristian e Elias à altura foi missão das mais difíceis para Ralf e Paulinho. A dupla anterior, que deu sustentação para o time de Mano Menezes até a metade de 2009, conquistou a torcida com boas atuações e demonstrações de carinho pelo clube.

Cristian, por exemplo, cativou os corintianos ao provocar os torcedores do São Paulo com um gesto obsceno, depois de marcar um gol a poucos segundos do final do primeiro jogo da semifinal do Campeonato Paulista de 2009. Meses depois, chorou ao anunciar a sua transferência para o Fenerbahce, da Turquia. Elias, que sempre se declarou corintiano, também se emocionou ao sair para o Atlético de Madri, da Espanha, ao término do Campeonato Brasileiro de 2010.Ralf foi o primeiro volante a ganhar a chance de se firmar no Corinthians atual. Com o seu jeito tímido fora de campo (apesar do penteado irreverente e do cuidado com o visual, não gosta de se expor e é avesso a ferramentas como o Twitter), ele se soltou no gramado. Ganhou o apelido de ‘Pitbull’ pela aplicação defensiva e conseguiu abafar o constante interesse da diretoria corintiana na repatriação de Cristian.

Paulinho demorou um pouco mais a encontrar o seu espaço. Após um bom Campeonato Paulista pelo Bragantino, em 2010, ele foi indicado ao Corinthians por Mano Menezes e começou a ser visto como solução ofensiva para jogos problemáticos. Estreou como atleta de clube grande durante eliminação para o Flamengo, na Copa Libertadores da América do ano passado. Nesta temporada, Tite também surpreendeu ao apostar no volante na catastrófica derrota para o Tolima, da Colômbia, pelo torneio continental.

Hoje, os volantes de sucesso do time campeão brasileiro de 2011 são Ralf e Paulinho. Resta saber até quando a dupla resistirá ao assédio europeu para permanecer no Parque São Jorge. De qualquer forma, um substituto já é preparado para prolongar o histórico sucesso corintiano na contenção do meio-campo. ‘O Edenílson tem muito potencial’, avisou Tite.

*Colaborou Tossiro Neto

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