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Racismo contra brasileiro faz Mano e Ney Franco cobrarem Fifa

O caso do lateral esquerdo Edimar no futebol grego tirou os técnicos ligados à Seleção Brasileira do sério. Mano Menezes, comandante da equipe principal, e Ney Franco, coordenador dos times de base do país, foram enfáticos ao cobrar uma solução por parte da Fifa, a entidade máxima do futebol.

Em um jogo do Campeonato Grego na segunda-feira, Edimar defendeu o Skoda Xanthi e assegurou que, ao tocar na bola, a torcida do seu adversário, o PAS Giannina, imitava um macaco.

‘No racismo não tem meio termo, precisa ser resolvido com atitudes fortes. Eu falo que é fácil uma pessoa de cor branca entender essa coisa (em tom de ironia). Não podemos permitir isso. Quando atinge algo significativo, não pode ser perdoado. Temos mecanismos para punir rigorosamente’, disse Mano Menezes, em um tom ríspido, quebrando o ambiente mais leve do anúncio do Prêmio Craque do Brasileirão nesta quinta-feira.

Por enquanto, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, preferiu uma postura política. O dirigente comentou que um aperto de mão poderia resolver qualquer tipo de desavença em relação ao racismo.

No entanto, a sugestão do comandante da Fifa também não foi bem aceita por Ney Franco. No Campeonato Sul-americano sub-20, no início da temporada, o treinador observou um caso semelhante contra um atacante da Seleção Brasileiro, o flamenguista Diego Maurício.

‘Na época que ocorreu esse caso, eu me assustei, percebi que está próximo da gente, na América do Sul. Não é uma coisa simples de se resolver, dar a mão depois do jogo. A entidade maior precisa fazer campanhas, punir, para que a gente possa resolver’, sugeriu.