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Quer dar uma carona a Phelps? Rio-2016 precisa de motoristas voluntários

Comitê Organizador dos Jogos procura motoristas e médicos para trabalhar voluntariamente no evento.

Por Luiz Felipe Castro - 16 mar 2016, 20h01

A organização da Olimpíada do Rio de Janeiro tem uma série de preocupações, que incluem o atraso em obras, escândalos de doping e o combate ao vírus zika, a menos de cinco meses do início dos Jogos. Outro tema menos delicado, mas ainda indefinido diz respeito aos cerca de 50.000 voluntários que trabalharão no evento, sobretudo como médicos e motoristas. Mário Andrada, diretor executivo de Comunicação do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, contou nesta quarta-feira que a procura por estas vagas tem sido baixa.

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“A maioria das vagas para voluntários está preenchida, mas ainda precisamos de motoristas e profissionais da área médica, como fisioterapeutas. Vamos iniciar programas para incentivar a inscrição de novos voluntários”, contou Andrada em São Paulo. O diretor explicou que muitos motoristas desistem de se voluntariar por não conhecerem bem o Rio de Janeiro ou por não falar inglês – o que, segundo ele, não é necessário.

“Para ser um voluntário, a pessoa precisa de um único requisito: se voluntariar. Tem pessoas que adorariam ser motoristas, mas não se inscrevem porque não conhecem o Rio, mas hoje, com GPS, a pessoa pode dirigir em qualquer lugar do mundo”. Andrada disse que as vagas restantes se referem apenas a motoristas de carro – os ônibus que levarão as delegações já têm motoristas definidos -, mas, que, com sorte, será possível dar carona a uma grande estrela do esporte.

“Esse motorista poderá levar jornalistas, funcionários e até o Michael Phelps, se ele for de carro e não de ônibus”. Ele ainda cita outros atrativos para a vaga. “São 15 dias no Rio, dirigindo um carro 0 km, na faixa olímpica, sem trânsito. A cidade é bonita, dá para se divertir bastante e talvez até conhecer uma estrela do esporte”, brinca o diretor de comunicação. Segundo o site de inscrição, os voluntários receberão alguns benefícios como curso de inglês e alimentação nos dias de trabalho. O Comitê, no entanto, não se responsabiliza pela hospedagem.

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