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Queniano Eliud Kipchoge quebra recorde mundial da maratona

Maior atleta da história da prova, ele venceu com 2h01min39s e reduziu a marca anterior com uma diferença que não era alcançada havia 51 anos

O queniano Eliud Kipchoge venceu na manhã deste domingo a Maratona de Berlim, uma das mais tradicionais do mundo, e quebrou o recorde mundial da distância (42,195 km), com um tempo de 2h01min39s. Foi uma das maiores performances esportivas da história do esporte. O recorde anterior, que já durava quatro anos, pertencia ao também queniano Dennis Kimetto e havia sido alcançado na mesma prova, com 2h02min57s.

A diferença de 1 minuto e 18 segundos para a marca anterior é excepcional. Fazia 51 anos que um maratonista não baixava o recorde com uma margem tão ampla. Na ocasião, o australiano Derek Clayton venceu a Maratona de Fukuoka, no Japão, com 2h09min36, ou 2 minutos e 24 segundos a menos que o recorde então vigente.

“Não tenho palavras para descrever o que sinto”, disse o atleta. “Foi muito difícil, mas eu estava preparado para fazer a minha própria corrida”, afirmou Kipchoge sobre o fato de ter feito praticamente uma prova contra o relógio, uma vez que ele abriu vantagem na liderança antes da metade da prova e, já a partir do 25º quilômetro, não pode contar nem com a ajuda dos “coelhos”, os atletas designados pela organização para puxar o ritmo dos competidores.

Kipchoge, 33 anos, é considerado o maior maratonista de todos os tempos e perseguia há tempos a melhor marca do mundo. No ano passado, ele correu a distância em 2h00min25s em um desafio promovido pela Nike no autódromo de Monza, na Itália, que não foi considerado recorde por não atender aos critérios da Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf, na sigla em inglês).

O atleta queniano venceu 10 das 11 maratonas que já disputou na carreira, incluindo as últimas nove provas. A sequência vitoriosa inclui a medalha de ouro na Olimpíada do Rio, em 2016, e triunfos em algumas das mais importantes provas do mundo, como a Maratona de Londres (três vezes), a de Chicago (uma vez) e a própria competição em Berlim (ele já havia ganhado em outras duas ocasiões).