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Quatro estádios da Copa que continuam atolados em problemas

Corinthians ainda deve 425 milhões de reais à Caixa Econômica Federal pela construção do Itaquerão

Por Da Redação - 22 mar 2019, 07h00

- Maracanã
Na segunda-feira 18, a concessão do estádio à Complexo Maracanã Entretenimento foi rescindida pelo governador Wilson Witzel, pois a empresa acumulava uma dívida de 38 milhões de reais com o Estado do Rio de Janeiro. A companhia — que contesta a dívida — administrava o estádio desde 2013, quando já estava em andamento a reforma superfaturada que custou 1,2 bilhão de reais.

- Mané Garrincha
Construído ao custo de 1,5 bilhão de reais, o estádio de Brasília não conta com times locais que garantam público. A média do campeonato estadual é de 660 torcedores. Se o estádio recebesse esse público duas vezes por semana, arrecadaria ao menos 600 000 reais anualmente — a manutenção mensal chega a 700 000 reais. A licitação para conceder a administração a uma empresa privada foi retomada em fevereiro, depois de mais de um ano parada por irregularidades.

- Arena Corinthians
Público não é problema para a arena paulista: trata-se, afinal, do estádio do Corinthians. Para construí-lo, porém, o clube contraiu uma dívida monumental. De acordo com o diretor financeiro, Matias Antonio Romano de Ávila, a agremiação ainda deve à Caixa Econômica Federal 425 milhões de reais, valor que espera quitar em doze anos. A dívida com a Odebrecht, que ergueu o Itaquerão, é ainda maior: está estimada em 800 milhões de reais.

- Arena da Baixada
A construção do estádio, em Curitiba, foi viabilizada por um convênio entre o município, o Estado do Paraná e o Athletico Paranaense. A obra deveria custar 185 milhões de reais, mais foi finalizada em 346 milhões. Hoje, ainda há disputas entre os associados do convênio. O Athletico recentemente obteve na Justiça o direito de realizar uma perícia no custo da obra. A prefeitura se opunha à medida.

Publicado em VEJA de 27 de março de 2019, edição nº 2627

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