Quatro atletas do Arsenal devem responder por agressão

Identificados com ajuda das imagens da confusão ocorrida após o jogo contra o Atlético-MG, os jogadores devem ser indiciados antes de deixar Belo Horizonte

Por Da Redação - 4 abr 2013, 02h18

Pelo menos quatro jogadores do Arsenal de Sarandí foram identificados pela Polícia Militar de Minas Gerais por terem cometido agressão a policiais após a goleada por 5 a 2 sofrida para o Atlético-MG, nesta quarta-feira, pela Copa Libertadores. Os atletas foram encaminhados à delegacia que funciona no Estádio Independência e devem ser indiciados ainda na madrugada desta quinta-feira, de acordo com a coronel Cláudia Romualdo, comandante da PM mineira, que chegou a ser agredida com um chute no peito durante a confusão.

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“Até aqui, nós conseguimos identificar quatro integrantes da delegação, vamos aguardar a chegada da perícia, um médico legista, porque nós temos policiais feridos. Assim que a ocorrência for lavrada, ela será entregue ao delegado de polícia”, declarou a coronel.

Segundo um levantamento preliminar feito com base nas imagens da briga transmitidas pela TV, os quatro jogadores argentinos diretamente envolvidos são o meio-campista Jorge Ortíz, os zagueiros Damián Pérez e Hugo Nervo, e o atacante Milton Céliz, que ficou toda a partida no banco de reservas, embora não estivesse relacionado na escalação. Além disso, os atletas Carbonero, Benedetto, Aguirre e López também foram levados para prestar depoimento.

Pancadaria – A pancadaria começou após o apito final. Reclamando de um pênalti mal marcado para o time da casa, os argentinos partiram para cima do juiz paraguaio Enrique Cáceres e precisaram ser contidos pela Polícia Militar. Jogadores e policiais acabaram entrando em confronto, com trocas de chutes e socos, e a confusão se arrastou até os vestiários, onde cadeiras foram usadas como armas.

A coronel Cláudia Romualdo tentou explicar a situação: “O que eu presenciei foi a minha organização com os policias para que os atletas pudessem acessar os vestiários com segurança, por isso fizemos um cordão de isolamento. Quando eles passaram pela polícia, inexplicavelmente, começaram com as agressões”, contou, afirmando ainda que não se disparou tiros nem se utilizou gás contra os atletas.

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“‘Isso não combina com o esporte. Evidentemente, quando sai da esfera do esporte, as providências devem ser tomadas. O que quer que seja a decisão a ser tomada, ela será tomada ainda hoje (madrugada de quinta)”, acrescentou a coronel. No entanto, ela evitou comentar que tipo de providência pode ser tomada quanto aos jogadores. “É preciso colher informações para poder relatar ao delegado e identificar o tipo de crime que foi cometido. Depois disso, o delegado pode submeter as providências ao promotor e este à juíza”, relatou.

O tenente-coronel da PM mineira Cícero Nunes, que trabalhava no jogo, afirmou em entrevista à TV que a atitude dos jogadores do Arsenal são consideradas crimes. “Ocorreram fatos que são crimes e que não aconteceram durante o espetáculo do futebol, foi posterior. Eles têm que ser responsabilizados por isso”, afirmou.

Briga entre policiais e jogadores do Arsenal se estendeu até os vestiários do Independência Briga entre policiais e jogadores do Arsenal se estendeu até os vestiários do Independência

Briga entre policiais e jogadores do Arsenal se estendeu até os vestiários do Independência /

Cuca – O técnico do Atlético-MG, Cuca, lamentou o fato do Arsenal ter criado confusão no final do jogo no Independência. Segundo ele, os argentinos chegaram a quebrar o vestiário e a bater em policiais brasileiros, fato condenado pelo treinador, que afirmou que este tipo de situação não faz parte do futebol.

“Os caras vierem aqui e bateram na nossa polícia, deram um chute nas costas, eu estava do lado vendo. Este tipo de coisa para mostrar que é mais macho. É difícil vir aqui e falar de um episódio que se torna maior que a beleza que foi o jogo. Eles sempre acham uma confusão para quebrar um vestiário, para bater em alguém, e isso não é futebol”, declarou.

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(Com Gazeta Press)

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