Qual modalidade garantiu a primeira medalha do Brasil em Paralimpíadas há 50 anos?
Robson Sampaio e Luiz Carlos da Costa ficaram com medalha de prata em Toronto, em 1976
Há 50 anos, Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa conquistaram a primeira medalha do Brasil em Jogos Paralímpicos. Em 6 de agosto de 1976, em Toronto, no Canadá, os atletas ficaram com a medalha de prata na disputa de lawn bowls, também conhecida como bocha na grama ou campeira.
Ambos atletas participavam das Paralimpíadas como parte da delegação do basquete em cadeiras de rodas. Na época, era permitido a participação de um mesmo atleta em diferentes modalidades, por isso o alagoano Robson e o fluminense Luiz, apelidado de “Curtinho”, também participaram do torneio de lawn bowls realizado no Etobicoke Lawn Bowling Club, em Toronto.
Junto dos brasileiros, completaram o pódio a dupla australiana Magennis e Thwaite com a medalha de ouro e os britânicos Avis e McCreaisie conquistaram o bronze.
Por suas contribuições, Robson foi nomeado patrono do paradesporto no Brasil. Além da medalha no lawn bowls, ele incentivou o basquete em cadeiras de rodas no país, após conhecer a modalidade em seu processo de reabilitação nos Estados Unidos. Em 1972, esteve na primeira delegação brasileira em Jogos Paralímpicos, na Alemanha.
Meio século depois da medalha de Robson e Curtinho, o Brasil se consolidou como potência mundial no esporte paralímpico. Nas Paralimpíadas, atletas do país conquistaram 461 medalhas desde então.
Conheça o lawn bowls
O nome da modalidade dá pistas sobre onde é disputada. Traduzido do inglês, lawn significa grama. Parecida com a bocha, o objetivo dos jogadores é arremessar as bolas mais perto de uma bola menor, o jack. Pode ser jogada individualmente, em pares, trios ou quartetos.
A modalidade não consta no programa paralímpico desde a edição das Paralimpíadas de Atlanta, em 1996, por conta de uma nova categorização do Comitê Paralímpico Internacional. Foi criada uma Federação Internacional de Lawn Bowls para em 2005 para buscar o retorno da modalidade às Paralimpíadas.
Para a edição de 2032, que será realizada em Brisbane, na Austrália, a organização, Bowls Australia organiza uma petição pelo retorno da modalidade aos Jogos Paralímpicos.






