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Protesto não chega a jogo, mas Bahia sofre com vândalos

A Polícia Militar garantiu a segurança no entorno da Arena Fonte Nova, mas a cidade sofreu com depredações e vidros quebrados. Ao menos 3 foram presos

Por Davi Correia, de Salvador 22 jun 2013, 20h53

Os protestos em Salvador começaram horas antes da vitória do Brasil por 4 a 2 sobre a Itália neste sábado, na Arena Fonte Nova. Assim como em Brasília e Fortaleza, outras cidades que receberam os jogos da seleção brasileira, os manifestantes aproveitaram a atenção voltada à cidade por causa da partida para protestar contra a corrupção e os gastos excessivos nas obras para a Copa das Confederações e o Mundial do ano que vem. Com protesto combinado pelas redes sociais, os cerca de 2.500 manifestantes começaram a se reunir em frente ao Shopping Iguatemi e na Praça Campo Grande, por volta do meio-dia. A ideia inicial era fazer uma manifestação pacífica, sem chegar ao local do jogo, mas um grupo de vândalos decidiu marchar até a Arena Fonte Nova e quebraram vidros, depredaram pontos de ônibus e soltaram fogos de artifício contra os policiais. Apesar dos estragos, a manifestação deste sábado foi menos caótica que as que ocorreram nos primeiros jogos da seleção brasileira. Pelo menos três pessoas foram presas.

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Os manifestantes que estavam concentrados na Praça Campo Grande marcaram a saída do protesto para as 14 horas, mas ainda estavam no local às 15h30. Eles tinham o acompanhamento da Polícia Militar no caminho até o Shopping Iguatemi, onde outro grupo já aguardava, com bandeiras e gritos de guerra contra a corrupção. Uma minoria, cerca de 400 pessoas, se desgrudaram do grupo original e decidiram ir em direção à Arena Fonte Nova. Eles conseguiram chegar a cerca de um quilômetro do local do jogo, mas foram dispersados pelos policiais com bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta. Em seguida, quebraram quase tudo o que viram pela frente. Depois do jogo, os vândalos voltaram ao shopping Iguatemi e complicaram o trânsito na Avenida Antônio Carlos Magalhães. O Batalhão de Choque e a cavalaria da Polícia Militar foram acionados e em poucos minutos dispersaram os manifestantes, que tentavam fugir pelas ruas mais próximas.

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