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Problemas aceleram renovação do Brasil – e Dunga festeja

Conflito de calendário e problemas físicos forçam técnico a mexer em sua base. E novatos que chegaram para completar o grupo têm aproveitado essa chance

Por Da Redação - 13 nov 2014, 10h04

“O leque de opções se abriu. As possibilidades aumentaram e isso facilita o trabalho”, disse o técnico

Quando Dunga retornou ao comando da seleção brasileira, a expectativa geral era de que o técnico faria uma reformulação profunda na equipe depois do fiasco na Copa do Mundo. Sua primeira convocação, porém, foi mais conservadora do que se previa. Duas vitórias nos primeiros amistosos (sobre Colômbia e Equador) deixaram o treinador satisfeito com seus escolhidos. Nas duas últimas listas, porém, ele enfrentou problemas que forçaram a seleção a mudar de cara. Por causa de contusões de atletas convocados (seis deles acabaram sendo cortados) e de conflitos de calendário (Dunga evitou desfalcar os clubes brasileiros na atual excursão à Europa), o técnico acabou recorrendo a vários novatos para completar seu grupo. Depois da segunda goleada consecutiva da seleção – na quarta-feira, sobre a Turquia, em Istambul -, Dunga aprovou o resultado dessa renovação forçada, elogiando o desempenho dos novos rostos da equipe e comemorando o fato de ter encontrado novas alternativas para escalar seu time.

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“O leque de opções se abriu”, avisou o técnico, que gostou do que viu na atuação do Brasil na quarta. “As possibilidades aumentaram e isso facilita o trabalho.” Luiz Adriano, por exemplo, foi titular logo na primeira convocação, e teve bom papel. Outros novatos foram chamados do banco de reservas, como Fred, Casemiro, Firmino e Douglas Costa. “Eles estão aproveitando a oportunidade e é isso que faz o futebol brasileiro ser competitivo. Isso é o que estamos criando dentro da seleção: novos jogadores entraram e conseguiram demonstrar sua qualidade. Essa é a competição sadia”, avaliou o treinador, que já tinha defendido na véspera do jogo a criação de um ambiente mais competitivo dentro do grupo, de forma a não permitir que nenhum titular fique acomodado. O zagueiro Miranda, por exemplo, desbancou o ex-capitão Thiago Silva. Dunga elogiou quem “soube esperar sua vez”. “Não reclamaram, só trabalharam. O importante é o coletivo. E eles entenderam que, quando o time é forte, as individualidades vão aparecer.”

Aplausos – Quando se trata de talento individual, aliás, há pelo menos uma coisa que não mudou na seleção com Dunga: o brilho de Neymar. Na goleada de quarta, o camisa 10, autor de dois gols, teve seu nome gritado pelo fanático público local a partir dos 14 minutos do segundo tempo. “É uma emoção muito grande. A Turquia é mais um país que vai ficar guardado no meu coração. Agradeço muito pelo carinho de todos. É algo que não tem explicação. Nunca imaginei isso”, disse o craque na saída do campo. No final da partida, os torcedores turcos passaram a protestar quando Neymar era parado com faltas. “Foi a primeira vez em que isso aconteceu. Vai ficar marcado”, contou o atacante. Neymar fez por merecer o apoio da torcida turca, que vaiava a seleção brasileira no início da partida. “É o meu melhor momento, mas quero mais. Não posso parar por aqui. Tenho que melhorar sempre.” A próxima apresentação de Neymar e da seleção brasileira acontece na semana que vem, em outro amistoso, contra a Áustria, em Viena.

(Com Estadão Conteúdo e agência Gazeta Press)

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