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Pressionada, seleção busca apoio da torcida no Nordeste

Mano Menezes espera estádio cheio e boa atuação contra China, nesta segunda

Por Davi Correia, do Recife 10 set 2012, 10h01

Se uma vitória contra a China é o mínimo que o torcedor espera, uma derrota pode aumentar ainda mais a crise e deixar o emprego de Mano por um fio

O técnico Mano Menezes planejava usar os dois amistosos no Brasil depois da medalha de prata na Olimpíada de Londres para aliviar a pressão da torcida, que cobra bons resultados e ainda espera ver boas atuações da seleção sob seu comando. Mas a vitória por 1 a 0 contra a África do Sul na sexta-feira, em São Paulo, foi ofuscada pelas vaias ao time, contra Mano e até contra Neymar, o principal jogador do Brasil. Na segunda partida da série, contra a China, nesta segunda-feira, às 22 horas, no Recife, o time de Mano Menezes entra em campo com a obrigação não apenas de vencer uma equipe chata de se enfrentar (joga muito fechada, sabe explorar os contra-ataques e perdeu só de 1 a 0 da campeã mundial e europeia Espanha em seu último amistoso). A equipe precisa também de mostrar um futebol mais convincente – e, por consequência, reconquistar um pouco do apoio do torcedor.

Prova que a relação com a torcida não está boa é a fraca venda de ingressos para a partida desta segunda. No treino realizado no domingo, no Estádio do Arruda, a CBF informou que apenas 19.000 dos 55.000 colocados à venda foram vendidos em Pernambuco, um estado que costuma realizar partidas com lotação total quando recebe a seleção brasileira. Para Mano, porém, a recepção foi boa depois das vaias em São Paulo. “Nossa relação com a torcida do Recife é excelente, é ótimo contar com todo esse carinho”, disse o técnico, que vive um momento delicado no comando da seleção. Se uma vitória contra a China é o mínimo que o torcedor espera, uma derrota pode aumentar ainda mais a crise e deixar o emprego de Mano por um fio. A CBF garante que nada muda por enquanto: o presidente da entidade, José Maria Marin, disse que o treinador permanecerá no cargo neste ano.

Trata-se, talvez, até de uma questão prática: não há candidatos fortes à possível sucessão de Mano (Luiz Felipe Scolari e Muricy Ramalho, antes muito bem cotados, fazem campanhas ruins no Brasileirão) e o Brasil está às vésperas do Superclássico das Américas, o torneio amistoso em dois jogos contra a Argentina. A primeira partida é no dia 19, em Goiânia – a lista com os convocados será divulgada logo depois do jogo desta segunda, apenas com atletas que atuam no Brasil. Para o jogo desta segunda, Mano deve promover só uma alteração em relação à equipe que bateu a África do Sul: Hulk entra no lugar de Leandro Damião. A mudança visa deixar o ataque mais rápido. Outro que começará jogando é o jovem Lucas, do São Paulo. Após utilizá-lo apenas nos minutos finais em alguns jogos da Olimpíada, Mano prometeu a ele uma sequência como titular na seleção ao lado de Oscar e Neymar.

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