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Preso, Carlos Arthur Nuzman renuncia à presidência do COB

Vice Paulo Wanderlei assumirá a função deixada por Nuzman, preso desde a última quinta-feira

Por Da redação - Atualizado em 11 out 2017, 18h37 - Publicado em 11 out 2017, 17h47

Após 22 anos, Carlos Arthur Nuzman deixará a presidência do Comitê Olímpico do Brasil. De acordo com o COB, mesmo sem estar presente, ele renunciou ao cargo em assembleia extraordinária. O vice Paulo Wanderlei assumirá a função.

Nuzman já havia pedido afastamento no último dia 6 de outubro, em carta enviada ao COB. Nela, dizia que se concentraria em sua defesa, para provar sua inocência, e que não poderia se concentrar na função de presidente. Ele tinha mandato até 2020, mas está preso preventivamente, acusado de intermediar a compra de votos para a cidade do Rio de Janeiro ganhar o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

Preso desde a última quinta-feira, Nuzman é investigado pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro acusado de ter intermediado um pagamento de 2 milhões de reais a Lamine Diack, presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês), que, em troca do dinheiro, votaria pela candidatura do Rio à sede da Olimpíada de 2016 e influenciaria outros membros africanos do Comitê Olímpico Internacional (COI) a fazer o mesmo.

Conforme as apurações, o pagamento foi feito a Papa Massata Diack, filho do dirigente, pelo empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, o “Rei Arthur”, cujas empresas chegaram a ter 3 bilhões de reais em contratos com o governo do Rio de Janeiro durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

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(com Reuters)

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