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Presidente do Parma é preso na Itália por lavagem de dinheiro

Clube enfrenta gravíssima crise financeira e pode até ser extinto nesta semana

Por Da Redação - 18 mar 2015, 11h30

A enorme crise financeira instalada no Parma, equipe tradicional do futebol italiano, ganhou mais um importante capítulo nesta terça-feira com a prisão do novo presidente e dono do clube, Giampietro Manenti. Ele é acusado de participação de um esquema de crimes financeiros, como lavagem de dinheiro, fraude fiscal e uso de cartões de crédito clonados.

O promotor Michele Prestipino Giarritta explicou que Manenti foi acusado de participar de um crime no qual hackers utilizaram cartões clonados e invadiram contas de banco para tentar transferir 4,5 milhões de euros (cerca de 15,5 milhões de reais). O presidente do Parma seria parte importante no golpe, pois poderia lavar o dinheiro, justificando a entrada da verba como vinda de patrocínios destinados ao clube.

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De acordo com a Justiça italiana, a fraude foi descoberta antes que as transferências para o Parma fossem realizadas. No total, 22 pessoas ligadas ao esquema foram presas nesta quarta-feira. O caso afetou outras duas investigações separadas, mas que têm relação entre si, conforme indicou a promotoria.

Drama – A equipe italiana – que teve muito destaque no fim da década de 1990 com jogadores como Buffon, Verón, Canavarro,Crespo, Asprilla, entre outros – atravessa uma crise sem precedentes. O presidente Manenti comprou o clube pelo valor simbólico de um euro há pouco mais de um mês, na segunda troca de donos do time nos últimos meses. Em dezembro do ano passado, Rezart Taci já o havia adquirido de Tommaso Ghirardi.

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Em grave situação financeira, o Parma não paga salários a atletas e funcionários há vários meses e, por isso, chegou a perder três pontos no Campeonato Italiano desta temporada e teve duas partidas da competição adiadas. O time é o último colocado da liga italiana com apenas nove pontos, doze a menos que o penúltimo colocado Cesena e a 55 pontos da líder Juventus. A crise é tamanha que o clube poderá ser extinto nesta quinta-feira, quando haverá um julgamento para decidir sobre sua falência.

A prisão de Manenti deixou ainda mais estarrecidos os jogadores do elenco do Parma. O capitão Alessandro Lucarelli classificou o episódio como “repugnante”. “Espero que cedo ou tarde acabe tudo isto, porque, sinceramente, já não conseguimos mais.” Recentemente, o uruguaio Cristian Rodriguez, cansado de não receber salários, deixou o Parma para reforçar o Grêmio.

No auge da parceria com a Parmalat, Parma tinha jogadores como Buffon, Thuram, Verón, Canavarro e Asprilla
No auge da parceria com a Parmalat, Parma tinha jogadores como Buffon, Thuram, Verón, Canavarro e Asprilla VEJA

(Com Estadão Conteúdo)

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