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Presidente do Bayern admite fraude fiscal de R$ 60 mi

Uli Hoeness é julgado na Alemanha e pode ser preso por até 10 anos

Por Da Redação 10 mar 2014, 15h41

O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, de 62 anos, admitiu nesta segunda-feira, em julgamento no Tribunal Estadual de Munique, na Alemanha, que sonegou impostos com uma conta aberta em um banco na Suíça. O promotor do caso, Achim von Engel, disse que Hoeness sonegou 3,5 milhões de euros (11,3 milhões de reais) em impostos ao ocultar o depósito de 33 milhões de euros (107,1 milhões de reais) na conta secreta suíça, mas documentos apresentados pela defesa comprovam que ele fraudou o fisco alemão em até 18,5 milhões de euros (pouco mais de 60 milhões de reais). O cartola será julgado até quinta-feira.

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Hoeness se apresentou espontaneamente à Justiça alemã no início de 2013, após ser acusado de sonegação, e tentou regularizar sua situação para evitar a prisão. Se condenado, poderá receber uma sentença de até 10 anos. A promotoria alega que Hoeness só confessou o crime porque temia ser descoberto pela imprensa. Ele chegou a colocar seu cargo à disposição, mas membros do clube o fizeram mudar de ideia.

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No julgamento desta segunda, o presidente do Bayern disse estar feliz porque todos os detalhes do seu caso foram “transparentes e colocados na mesa”. “Lamento profundamente o meu delito. Farei tudo o que for necessário para assegurar que esse capítulo deprimente da minha vida seja encerrado.” Hoeness também afirmou que não é um “parasita social” e disse que já doou milhões de euros à caridade.

(Com Estadão Conteúdo e agências AFP e EFE)

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