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Presidente do Barça diz não ter medo da Justiça brasileira

Acusado de ajudar Ricardo Teixeira em negócios suspeitos, o cartola Sandro Rosell negou ter cometido qualquer irregularidade e reclamou das 'calúnias'

Por Da Redação 3 set 2013, 11h06

“Posso entrar no Brasil quando eu quiser, pois a polícia de lá não está me esperando. Não tenho nada a esconder”, disse o cartola catalão

O presidente do Barcelona falou pela primeira vez sobre as acusações envolvendo seus negócios particulares e a CBF – e garantiu que não teme ser condenado por qualquer tipo de irregularidade no Brasil. Em entrevista concedida a uma rádio espanhola nesta terça-feira, o empresário Sandro Rosell contestou as suspeitas em torno de seu envolvimento com Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF. De acordo com ele, todos os negócios entre eles foram legítimos. Rosell e Teixeira são acusados de desvio de dinheiro no amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008, em Brasília.

De acordo com informações obtidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, pelo menos 450.000 reais obtidos com o jogo – realizado pelo governo do Distrito Federal – foram parar em contas correntes em nome de Rosell nos Estados Unidos. O cartola, que era representante da Nike no Brasil, é muito próximo de Teixeira, que contratou uma empresa pertencente ao empresário catalão, a Alianto, para organizar a partida amistosa, no Estádio Bezerrão. A Nike é fornecedora de material esportivo da seleção brasileira e estreitou sua parceria comercial com a CBF com Rosell no cargo.

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Questionado sobre a suspeita de lucro indevido com o amistoso – os serviços foram contratados sem licitação e parte do dinheiro entregue pelo governo do DF foi parar nas contas pessoais do espanhol -, Rosell se defendeu. “Não são comissões. São meus honorários. Fiz o trabalho que faço pública e notoriamente durante toda a minha vida. Não entendo essas pessoas que tentam transformar e caluniar as coisas”. Rosell também nega que tenha trabalhado para ajudar Ricardo Teixeira a se mudar para Andorra, um paraíso fiscal. “Tenho uma empresa em Andorra e ele me consultou. Qual é o problema? Ele acabou escolhendo uma residência nos Estados Unidos”, disse.

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O presidente do Barcelona também vem sendo colocado sob suspeita pelos próprios torcedores do clube, principalmente em relação às recentes transferências fechadas pela equipe. Especula-se que Neymar, por exemplo, foi comprado por um valor muito maior do que a cifra divulgada oficialmente. Garantindo sua inocência, o cartola afirma que está disposto a encarar qualquer tipo de investigação. “Posso entrar no Brasil quando eu quiser, pois a polícia de lá não está me esperando. Não tenho nada a esconder. Podem me denunciar pelo que acharem que eu fiz, e aí resolveremos tudo na Justiça.”

(Com agência Gazeta Press)

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