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Presidente da Lazio: ‘Pessoas de pele normal, branca, também são vaiadas’

Claudio Lotito afirmou que os coros que imitam macacos "nem sempre são racistas"

Os constantes casos de racismo nas arquibancadas seguem sendo tema de debate no futebol italiano. Na última terça-feira 1, o presidente da Lazio, Claudio Lotito, relativizou os gestos de preconceito e ainda foi, no mínimo, bastante infeliz na escolha de suas palavras. Segundo ele, os “buu” – como são conhecidas na Itália as vaias que imitam o som de um macaco – “nem sempre correspondem” a um ato discriminatório ou racista.

O dirigente de 62 anos disse que as manifestações devem ser tratadas “individualmente” e ainda tratou a pele branca como “normal”. “Nem sempre o ‘buu’ corresponde a um ato discriminatório ou racista. Muitas vezes, quando éramos pequenos, fazíamos o ‘buu’ para pessoas com pele normal, branca, para desencorajar quando estavam prestes a marcar na frente do goleiro”, disse Lotito.

O italiano ainda lembrou que a Lazio possui “muitos jogadores negros”, como o zagueiro angolano Bastos, o belga Jordan Lukaku e o atacante equatoriano Felipe Caicedo. O clube da capital italiana, no entanto, é conhecido por ter uma das torcidas organizadas mais radicais da Europa, constantemente ligada a manifestações fascistas.

O início da atual edição do Campeonato Italiano está sendo manchado por episódios de agressões racistas. Romelu Lukaku, Franck Kessié e Dalbert foram vítimas de insultos nos estádios, mas ninguém foi punido pelos atos até o momento.

(Com agência Ansa)

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