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Presidente da Lazio: ‘Pessoas de pele normal, branca, também são vaiadas’

Claudio Lotito afirmou que os coros que imitam macacos "nem sempre são racistas"

Por Da redação - Atualizado em 2 out 2019, 12h31 - Publicado em 2 out 2019, 12h17

Os constantes casos de racismo nas arquibancadas seguem sendo tema de debate no futebol italiano. Na última terça-feira 1, o presidente da Lazio, Claudio Lotito, relativizou os gestos de preconceito e ainda foi, no mínimo, bastante infeliz na escolha de suas palavras. Segundo ele, os “buu” – como são conhecidas na Itália as vaias que imitam o som de um macaco – “nem sempre correspondem” a um ato discriminatório ou racista.

O dirigente de 62 anos disse que as manifestações devem ser tratadas “individualmente” e ainda tratou a pele branca como “normal”. “Nem sempre o ‘buu’ corresponde a um ato discriminatório ou racista. Muitas vezes, quando éramos pequenos, fazíamos o ‘buu’ para pessoas com pele normal, branca, para desencorajar quando estavam prestes a marcar na frente do goleiro”, disse Lotito.

O italiano ainda lembrou que a Lazio possui “muitos jogadores negros”, como o zagueiro angolano Bastos, o belga Jordan Lukaku e o atacante equatoriano Felipe Caicedo. O clube da capital italiana, no entanto, é conhecido por ter uma das torcidas organizadas mais radicais da Europa, constantemente ligada a manifestações fascistas.

O início da atual edição do Campeonato Italiano está sendo manchado por episódios de agressões racistas. Romelu Lukaku, Franck Kessié e Dalbert foram vítimas de insultos nos estádios, mas ninguém foi punido pelos atos até o momento.

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(Com agência Ansa)

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