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Presidente da federação italiana é suspenso por racismo

Uefa aplicou gancho de seis meses a Carlo Tavecchio por seus comentários preconceituosos quando ele ainda era candidato ao cargo

Por Da Redação 7 out 2014, 13h18

Carlo Tavecchio, recém-eleito presidente da federação italiana de futebol, foi suspenso por seis meses pela Uefa nesta terça-feira como punição pelos comentários racistas feitos pelo dirigente quando ainda era candidato ao cargo. Na ocasião, Tavecchio criticou o número de estrangeiros em atividade na Série A italiana e declarou que jogadores africanos que “até pouco tempo comiam bananas” atualmente jogam em grandes clubes do país. A declaração causou indignação na Europa, mas não o impediu de ser eleito em agosto, após a demissão de seu antecessor, Giancarlo Abete. De acordo com a decisão da Uefa, Tavecchio não poderá participar de reuniões da entidade que rege o futebol europeu pelos próximos seis meses, mas será mantido no cargo.

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“Sentenças não se comentam, se respeitam. Mas não muda nada em relação à minha posição na federação”, afirmou o dirigente ao jornal italiano La Gazzetta Dello Sport. Os comentários racistas de Tavecchio ocorreram em uma assembleia das ligas amadoras, em julho. “Na Inglaterra, os jogadores têm o direito de jogar apenas se são profissionais. Aqui na Itália, recebemos um Opti Poba, que antes comia bananas, e de repente é titular da Lazio. Na Inglaterra, é preciso demonstrar o que tem no curriculum e pedigree”, afirmou na ocasião. “Opti Poba” é um nome fictício, mas a imprensa italiana relacionou a provocação a Paul Pogba, jogador francês de origem africana, um dos destaques da Juventus, atual tricampeã nacional. Após o discurso, Tavecchio tentou se defender: “Não me lembro se disse a palavra banana. Mas me referia ao profissionalismo exigido no futebol inglês para jogadores africanos. Se alguém interpretou meu discurso como ofensivo, peço desculpas.”

https://youtube.com/watch?v=sbbHWTsYeiM%3Frel%3D0

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