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Presidente da Democracia rebate Sanchez: ‘Não tive página policial’

Por Da Redação 20 ago 2011, 17h36

Não caiu bem a declaração do ‘faz de conta’ de Andrés Sanchez às vésperas da homenagem do clube à Democracia Corintiana. Presidente à época do movimento do início dos anos 1980, Waldemar Pires rebateu o atual mandatário e disse torcer pelo término de seu mandato.

‘A Democracia foi um faz de conta? Ela está deixando quase 30 livros, filmes, e é lembrada após 30 anos. Muitas administrações que aqui passaram deixaram marcas terríveis, páginas policiais. A Democracia deixou essa satisfação. Vamos torcer para que esse fim de mandato triste termine por aqui’, disse Pires, em evento no Parque São Jorge, na manhã deste sábado.

Sanchez assumiu o Corinthians em 2007, após ter sido vice-presidente de futebol na gestão de Alberto Dualib, durante a parceria com a MSI (Media Sports Investment), que, de acordo com investigações da Polícia Federal, servia para esquema de lavagem de dinheiro. O fundo de investimentos pertence ao russo Boris Abramovich Berezovsky e era representado no Brasil pelo iraniano Kia Joorabchian – ambos tiveram pedido de prisão decretado pelo Ministério Público.

Recentemente, o clube tentou recontratar o atacante argentino Carlitos Tevez, principal nome trazido pelo MSI em 2005, ano do último título brasileirio do Corinthians. Sanchez negou que o jogador do Manchester City continuasse sendo representado por Kia, contudo o empresário iraniano respondia por ele em declarações na Inglaterra. A negociação, por fim, acabou não se concretizando, embora a diretoria garanta ter enviado proposta de 40 milhões de euros.O mandato de Sanchez vai até janeiro de 2012, mas ele promete abandonar o cargo um mês antes, a fim de que o próximo presidente tenha tempo suficiente para organizar a transição no comando. Foi em sua gestão que o estatuto foi alterado, evitando a reeleição presidencial. Algo que Adílson Monteiro Alves, diretor de futebol da Democracia Corintiana, preferiu valorizar.

‘Eu não o conheço há muito tempo, só recentemente, mas o que sei dele é que é um homem democrático, com participação política progressista inclusive. Assumindo o Corinthians, ele mudou estatuto, acabou com reeleição e instituiu a eleição direta. Não vi a declaração dele, mas o ‘faz de conta’ é muito importante também’, comentou o ex-dirigente, cujo filho, Duílio Monteiro Alves, faz parte da cúpula de Sanchez, tanto no departamento de cultura quanto como diretor de futebol.

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