Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Prefeitura interdita Engenhão por problemas estruturais

Laudo de empresa alemã detectou problemas na cobertura. “O consórcio me procurou dizendo que tinha problemas estruturais e de projeto. Perguntei se havia risco para quem vai ao estádio. Disseram que havia”, explicou o prefeito Eduardo Paes

Por Cecília Ritto 26 mar 2013, 18h48

A prefeitura do Rio de Janeiro decidiu interditar por tempo indeterminado o Estádio Engenhão, sede dos jogos dos quatro maiores clubes do estado. A medida foi tomada com base em laudos de empresas contratadas para fazer o acompanhamento do estado da cobertura do estádio. Após uma reunião na prefeitura, o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Rubens Lopes, vai se reunir com os presidentes dos quatro grandes clubes do Rio – Fluminense, Flamengo, Vasco e Botafogo – para decidir o que será feito com as rodadas do Campeonato Carioca.

O Engenhão é administrado pelo Botafogo. O prefeito Eduardo Paes, em uma coletiva de imprensa na sede da prefeitura na noite desta terça-feira, afirmou que os problemas de agora não têm relação com a manutenção do clube, que está correta. A decisão foi tomada às 15h30. Um dos laudos, de uma empresa alemã contratada pelas empreiteiras OAS e Odebrecht – que construíram o Engenhão – indica que há problemas na estrutura. As duas empreiteiras eram as responsáveis pelo monitoramento permanente da cobertura.

Leia também:

Maracanã reabrirá com pelada entre Ronaldo e Bebeto

Maracanã receberá torneio sem nenhum teste de verdade

Em reunião esvaziada, Fifa diz confiar em Maracanã 100%

A empreiteira Delta havia vencido a licitação para construir o Engenhão, projetado para os Jogos Pan-americanos de 2007. Mas a empresa abandonou a obra, assumida pelo novo consórcio. “O consórcio me procurou dizendo que tinha problemas estruturais e de projeto. Perguntei se havia risco para quem vai ao estádio. Disseram que havia”, disse Paes.

Segundo Paes, havia uma cláusula firmada entre o município – ainda na gestão de Cesar Maia – e o consórcio que passava a responsabilidade de eventuais problemas no projeto para a prefeitura. Ou seja, se confirmado o que os laudos apontam, o poder executivo da cidade do Rio arcará com as despesas. “Isso foi pactuado pelo meu antecessor. Parece que a responsabilidade é do município se houver problemas no projeto. Não posso afirmar que existiu erro por enquanto. Pode ter sido uma falha na execução “, disse Paes.

Continua após a publicidade

“Não dá para usar um estádio se há risco de vida para as pessoas”, disse Paes, acrescentando não haver data para a reabertura do estádio. Na quarta-feira, às 11h, um engenheiro contratado pelo consórcio que construiu o Engenhão e o presidente da Riourbe darão esclarecimentos sobre os problemas encontrados na cobertura.

Acompanhe VEJA Esporte no Facebook

Siga VEJA Esporte no Twitter

Sem o Engenhão pelos próximos meses, os times devem mandar a maior parte dos seus jogos no Raulino de Oliveira e no Estádio de São Januário, do Vasco. O Maracanã só retomará a rotina de jogos locais após a Copa das Confederações, em junho.

Leia também:

Brasília vira ‘plano B’ ao Itaquerão para abertura da Copa

Prepare o bolso: os elefantes brancos estão à solta no país

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade
Publicidade