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Portuguesa recorda Euro-2004: Se bem gerido, evento é benéfico

Por Da Redação Atualizado em 19 jul 2016, 14h24 - Publicado em 7 jun 2012, 19h59

A organização de uma competição como a Eurocopa-2012 demanda responsabilidade aos anfitriões na questão dos investimentos em infraestrutura dentro e fora dos estádios. Em congresso realizado no fim do mês passado em São Paulo, a portuguesa Madalena Torres, presidente da comissão de promoção da Eurocopa de 2004, revela que, apesar da necessidade de grandes esforços, o impacto ao país organizador é positivo.

‘É um evento de grande notoriedade, sem bem selecionado e gerido, a competição é benéfica ao país anfitrião’, comenta Madalena Torres, que ainda confessa uma particularidade. ‘No começo, eu era crítica em função dos gastos para o país’.

O reflexo da organização da Eurocopa trouxe números portentosos para a economia portuguesa. Em 2004, foram 500 mil turistas a mais no país, com o aumento de 28% nas receitas e, com os investimentos, o impacto imediato ficou próximo a 300 milhões de euros.

A experiência portuguesa ressalta que o cuidado com os mínimos detalhes da Eurocopa não pode ser deixado pelos anfitriões Polônia e Ucrânia – como será a responsabilidade do Brasil na Copa do Mundo de 2014. Madalena Torres cita, porém, que qualquer país fica sob o risco de situações imponderáveis.

‘Você pode fazer tudo correto na questão estrutural, mas imagine se alguém tem um ataque cardíaco e você não consegue salvar? Vai tudo por água abaixo. Então, não se trata de futebol, mas se tratou sim da imagem de Portugal’, diz.

Na divulgação da Euro-2004, Portugal trabalhou em estratégias distintas nas propagandas internas e externas. Ao falar do torneio dentro do país, o governo apostou em três etapas: convocação, mobilização e celebração da população. Na campanha internacional, a ordem foi convencer os turistas a permanecer no território português mesmo se o time de coração fosse eliminado. O slogan criado foi ‘Tempo Extra’.

Apesar dos elogios à organização da Euro-2004, Madalena Torres admite que Portugal ainda convive com dificuldades por ter escolhido dez sedes. ‘Temos problemas de sustentabilidade com dois estádios. Hoje, vejo que foi um número excessivo de palcos para a Eurocopa’, encerra a presidente da comissão de promoção do torneio de 2004.

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