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Ricardinho, do vôlei, tem contas bloqueadas por suposto desvio de verbas

Investigação sobre eventos na cidade de Maringá (PR) aponta que R$ 255.000 foram direcionados para contas do ex-levantador e de sua sogra

O ex-jogador de vôlei Ricardinho Garcia, campeão olímpico em Atenas-2004 pela seleção brasileira, teve contas bancárias e quatro automóveis bloqueados em um processo por suspeita de desvio de recursos da Prefeitura de Maringá(PR).

O bloqueio, que atinge as contas de Ricardinho, da sogra dele, Maria do Carmo Panza, do advogado Rogério Rodrigues e da Maringá Vôlei, empresa presidida pelo ex-atleta, foi determinado pela 2ª Vara da Fazenda Pública de Maringá.

A ação foi proposta pelo Ministério Público (MP) em função de dois eventos de vôlei financiados pela prefeitura de Maringá em 2014: a Liga Mundial de Vôlei (foram dois jogos da seleção brasileira contra a Polônia) e a Copa do Brasil de Vôlei.

A empresa Vôlei Brasil Centro de Excelência, mais conhecida pelo nome fantasia Maringá Vôlei, presidida por Ricardinho, foi a organizadora dos eventos por indicação da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) Os eventos custaram 880.000 reais ao município, mas foram comprovados apenas 204.000 reais pela empresa, de acordo com o MP.

A acusação aponta que 255.000 reais foram direcionados para as contas bancárias privadas de Ricardinho e da sogra dele. O advogado Rogério Rodrigues estaria envolvido por ter sacado 550.000 reais repassados pela prefeitura em espécie.

Procurado, o ex-levantador afirmou que vai se pronunciar por meio de uma nota à imprensa. O escritório de advocacia que defende o Maringá Vôlei informou que ainda não foi notificado do bloqueio das contas.

Considerado o melhor levantador de sua geração e com uma carreira de sucesso na seleção brasileira, que inclui a conquista de um ouro olímpico em 2004 e dois títulos mundiais, Ricardinho anunciou sua aposentadoria das quadras em julho deste ano, aos 42 anos.