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Polônia se cala diante de ameaça de boicote político à Eurocopa

Por Da Redação 30 abr 2012, 14h51

Berlim, 30 abr (EFE).- O governo da Polônia mantém um silêncio em tom de cautela diante das ameaças de boicote político à Eurocopa por parte de diversos países devido ao impasse na situação da ex-primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Timoshenko.

Os dois países são os co-organizadores do torneio, que será realizado de 8 de junho a 1º de julho deste ano.

Timoshenko está doente e em greve de fome na prisão enquanto é julgada por corrupção. Enquanto a Alemanha exerce pressão para conseguir a transferência de Timoshenko a Berlim, onde seria tratada pela equipe médica da clínica Charité, o governo polonês evita tocar no assunto.

Uma suspensão das partidas que serão disputadas na Ucrânia levaria inevitavelmente ao adiamento do torneio, advertiu o diretor da Uefa para essa competição, Martin Kallen, em entrevista publicada hoje pelo jornal ‘Süddeutsche Zeitung’.

No caso de o campeonato europeu não ser realizado na Ucrânia, ‘só haveria uma possibilidade: pensar em adiar o torneio para outro ano’, declarou o dirigente, descartando a possibilidade de as partidas serem transferidas para a Alemanha.

Tanto a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, como outros líderes europeus, estão determinados a não comparecer à Ucrânia durante o torneio.

Merkel aconselhou seus ministros a não irem ao torneio em protesto pelo tratamento dispensado a Timoshenko pelo governo do presidente ucraniano, Victor Yanukovich, revelou no domingo a revista ‘Der Spiegel’.

A postura do governo alemão é amplamente compartilhada pela oposição na Ucrânia, que quase unanimemente se pronunciou a favor de um boicote político à Euro.

Segundo a ‘Der Spiegel’, além do torneio, também está a ameaçada a realização da cúpula de chefes de Estado centro-europeus marcada para maio na cidade de Yalta. O presidente da Alemanha, Joachim Gauck, já anunciou ter cancelado sua visita devido ao caso Timoshenko, e pode ser seguido pelos de Áustria, Eslovênia e as repúblicas bálticas. EFE

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