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Polícia encontra bastão ensanguentado na casa de Pistorius

De acordo com o jornal sul-africano 'City Press', o crânio da namorada do velocista biamputado, Reeva Steenkamp, estava 'destroçado'

Por Da Redação 17 fev 2013, 11h15

A polícia da África do Sul encontrou um bastão de críquete ensanguentado na casa do atleta paralímpico sul-africano Oscar Pistorius, acusado do assassinato de sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, informou neste domingo o jornal sul-africano City Press. Segundo a publicação, além de ter levado quatro tiros, a namorada de Pistorius teve seu crânio “destroçado”.

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“Havia muito sangue no bastão, a polícia científica determinará de que sangue se trata”, disseram fontes próximas à investigação ao jornal. De acordo com a publicação, a polícia estabeleceu três hipóteses: Pistorius teria agredido a namorada com o bastão, sua namorada teria utilizado o objeto para se defender, ou o atleta teria usado o bastão para derrubar a porta do banheiro onde Reeva teria se refugiado.

Este elemento pode se tornar uma das chaves para esclarecer as circunstâncias da morte da modelo.

Ligações – Segundo o jornal, Pistorius ligou para sua irmã, Aimee, na madrugada em que Reeva foi morta, dizendo que “algo terrível tinha acontecido e que tinha confundido Reeva com um ladrão”, versão que o atleta sustentou para explicar a morte da namorada. A polícia, porém, já rejeitou essa hipótese, já que não havia sinais de arrombamento.

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Pistorius também ligou para o pai e para uma amiga pedindo ajuda — no entanto, ele não chamou a polícia nem uma ambulância. Quando a amiga e seu pai chegaram à casa do atleta, ele descia as escadas, tremendo e carregando nos braços o corpo da namorada. Reeva ainda respirava, e foram feitas tentativas de reanimá-la, sem sucesso.

Segundo a polícia, Reeva recebeu quatro disparos de uma pistola 9 mm, dois deles na cabeça. Um cartucho foi encontrado no quarto de Pistorius, e a polícia acredita que ele pode ter feito ali o primeiro disparo, obrigando-a a se refugiar no banheiro. “Suspeita-se que o primeiro tiro, no quarto, tenha atingido o quadril. Ela saiu correndo e se escondeu no banheiro. Ele, então, atirou outras três vezes”, disse uma fonte policial ao City Press.

Acusação – Na última quinta-feira, Pistorius foi acusado formalmente pela polícia do suposto assassinato da namorada, na madrugada do mesmo dia, com quatro tiros na residência do atleta em Pretória. Desde quinta-feira, Pistorius está sob custódia policial. Na terça-feira, será realizada uma audiência na qual o atleta deve pedir a liberdade sob fiança, algo que a polícia já descartou conceder.

Na sexta-feira, a família do atleta emitiu um comunicado no qual negou que Pistorius tenha matado a namorada. Arnold, tio de Pistorius, afirmou ontem que Oscar está “bloqueado pelo sofrimento e a comoção” e que toda a família está “arrasada” desde que soube da morte da modelo e da acusação contra Pistorius.

Segundo vizinhos citados pelo jornal sul-africano Sunday Independent, o casal discutia desde o início da noite de quarta-feira. Guardas do condomínio fortificado dos arredores de Pretória onde Pistorius vivia precisaram inclusive intervir.

O atleta sul-africano entrou para a história do atletismo mundial em Londres em 2012, ao se converter no primeiro campeão paralímpico a participar de Jogos Olímpicos.

Cancelamentos – Neste sábado, o empresário de Pistorius, Peet van Zyl, começou a cancelar provas do velocista, inclusive uma revanche contra o também amputado Alan Fonteles, que tinha a intenção de promover os Jogos Paralímpicos de 2016, no Rio.

(Com agências EFE e France-Presse)

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