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PM pede desculpas por tiro que matou torcedor do Coritiba

Polícia afirma que submetralhadora de sargento disparou acidentalmente, matando Leonardo Brandão, de 18 anos

Por da redação - Atualizado em 20 fev 2017, 20h35 - Publicado em 20 fev 2017, 15h24

A morte de Leonardo Brandão, torcedor do Coritiba, horas antes do clássico diante do Atlético-PRque seria cancelado por ordem da federação neste domingo – foi acidental, segundo a Polícia Militar. O tenente-coronel Wagner Lúcio dos Santos, comandante do 12.º Batalhão da PM em Curitiba, convocou a imprensa nesta segunda-feira para pedir desculpas à família da vítima, que tinha 18 anos.

Leonardo estava próximo ao estádio Couto Pereira, a caminho da Arena da Baixada, junto com um grupo de torcedores do Coritiba, que era escoltado pela Rotam (Ronda Ostensivas Táticas Móveis). A versão da polícia é que a submetralhadora de um sargento da equipe disparou acidentalmente.

“Primeiramente, quero pedir desculpas a toda a sociedade pelo ocorrido. É uma tragédia que assola também a Polícia Militar. O sargento tem mais de 20 anos de serviço e está muito abalado. Ele tem um histórico limpo na corporação e se consultou com uma psicóloga logo após a tragédia”, afirmou o coronel.

Ainda de acordo com o comandante do 12.º BPM, o acidente aconteceu quando o sargento entrou na viatura. “Quando ele foi colocar a bandoleira (alça) de uma submetralhadora 0.40, o cano estava voltado para a janela e ele sentiu o recuo da arma, além da fumaça dentro da viatura. Ao olhar para o lado, visualizou o rapaz caído e percebeu o que havia acontecido.” O tiro disparado pelo sargento atingiu o peito de Leonardo.

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A versão apresentada pelo sargento, de acordo com o coronel, é a de que ele não apertou o gatilho. “É uma arma de doze anos de uso. Apenas uma perícia vai definir como aconteceu o disparo”, afirmou. Um inquérito foi instaurado e o autor do tiro, que não teve identidade revelada, afastado por 15 dias. “Após seu retorno, caso ele esteja em condições, ele ficará restrito ao serviço administrativo”, explicou o coronel.

(com Estadão Conteúdo)

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