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Platini promete ‘tolerância zero’ contra casos de racismo

Presidente da Uefa disse estar indignado com atos discriminatórios na Europa

O presidente da Uefa Michel Platini manifestou nesta terça-feira sua indignação com casos recentes de racismo, como os ocorridos com o brasileiro Daniel Alves, do Barcelona, e com o meia guineano Kévin Constant, do Milan, no último domingo. “O Comitê Executivo da Uefa condena firmemente todos os atos discriminatórios, e me sinto indignado pelos incidentes ocorridos nas últimas semanas.”

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No último domingo, na derrota do Milan para a Atalanta por 2 a 1 em Bergamo, um torcedor atirou uma banana contra Constant. O mesmo aconteceu com Daniel Alves no último dia 27, no jogo entre Villarreal e Barcelona. Na ocasião, o brasileiro recolheu a fruta do chão e a comeu, em um gesto muito elogiado nas redes sociais. “É inaceitável para qualquer um ser alvo de insultos racistas ou ser maltratado dentro de um estádio, e não podemos tolerar isso. Apelamos a todas as federações filiadas e partes interessadas para que apliquem uma política de tolerância zero contra todas as formas de discriminação”, disse o presidente da Uefa.

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Segundo informações divulgadas pela Uefa, seu Comitê Executivo e o Conselho Estratégico do Futebol Profissional (PFSC) – que tem representantes das associações, dos organizadores dos campeonatos nacionais, dos clubes e do sindicato internacional de jogadores (FIFPro) – reivindicaram punições por atos racistas em jogos de futebol. Os órgãos se reuniram em Turim, às vésperas da final da Liga Europa entre Sevilla e Benfica, e também lembraram a responsabilidade dos órgãos competentes para aplicar as providências aprovadas pela Uefa no Congresso de Londres, há um ano.

Entre as medidas estão o fechamento parcial de estádios por um primeiro incidente e o fechamento total em caso de reincidência, junto a uma multa de 50.000 euros. O Comitê Executivo da Uefa e o PFSC também destacaram a importância de aplicar estritamente o procedimento que autoriza os árbitros a deixar os jogos em caso de comportamento racista dos espectadores.

(Com agência EFE)