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Platini é envolvido em escândalo da Copa no Catar

Assim como Ricardo Teixeira, presidente da Uefa também teria se encontrado com Mohamed Bin Hammam dias antes da eleição, segundo jornal inglês

O ex-jogador e atual presidente da Uefa, Michel Platini, teve seu nome envolvido no escândalo de corrupção sobre a escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022. De acordo com o jornal Daily Telegraph desta terça-feira, o dirigente francês teria se encontrado em segredo com Mohamed Bin Hammam, o homem forte da candidatura catariana antes da votação. A denúncia contra Platini acontece justamente um dia depois da revelação de que o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, teria sido subornado por Bin Hammam para eleger o Catar como anfitrião do Mundial.

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O jornal inglês afirma que o presidente da Uefa se reuniu em privado com o catariano Bin Hammam, quando Platini ainda era membro do Comitê Executivo da Fifa. O café da manhã entre os dois teria acontecido um mês antes da votação, em 2 de dezembro de 2010, em Zurique, na Suíça. Alguns dias depois, o presidente da Uefa foi a um jantar, a convite do então presidente francês, Nicolas Sarkozy, e na presença do emir do Catar e do primeiro-ministro do Emirado.

O Telegraph levanta outras suspeitas contra Platini e Sarkozy. Um ano após o encontro, a empresa Qatar Sports Investments comprou o Paris Saint-Germain, clube do coração de Sarkozy. Neste mesmo período, Laurent Platini, filho do dirigente, foi contratado pela Burrda, uma empresa esportiva catariana. Michel Platini, no entanto, negou qualquer relação entre o emprego do filho e seu voto – abertamente declarado no Catar – para sede da Copa.

Dois anos após os encontros, Bin Hammam foi banido para sempre do futebol por corrupção. Ele teria gasto mais de 5 milhões de dólares (11,3 milhões de reais) para que as autoridades do futebol mundial votassem no Catar como sede da Copa de 2022. Apesar de todas as evidências, Platini negou que tenha sido influenciado em sua escolha. “Afirmo categoricamente que o presidente Sarkozy não me pediu para votar para que o Catar fosse a sede do Mundial 2022, nem antes, nem durante, nem depois desse encontro”, insistiu o ex-craque francês em uma entrevista ao jornal esportivo espanhol As.

Assim como a candidatura do Catar, a escolha da Rússia como sede da Copa de 2018 também está sendo investigada pela Fifa. De acordo com o Telegraph, Austrália, Estados Unidos e Inglaterra – países derrotados nas eleições -, estariam reivindicando a exclusão das sedes e um novo pleito. Na segunda-feira, a Fifa anunciou que a investigação sobre a atribuição do Mundial 2018 à Rússia e o de 2022 ao Catar deve estar concluída até 9 de junho (quatro dias antes da final da Copa no Brasil).

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(Com agência AFP)