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Platini confirma candidatura à presidência da Fifa

Ex-jogador francês afirmou que pensou no "futuro do futebol" ao oficializar seu desejo de suceder Joseph Blatter após os escândalos de corrupção na entidade

Por Da Redação 29 jul 2015, 09h39

O ex-jogador francês e presidente da Uefa, Michel Platini, oficializou nesta quarta-feira sua candidatura à presidência da Fifa, em eleição que ocorrerá em Congresso extraordinário, em Zurique, na Suíça, no dia 26 de fevereiro de 2016. “É uma decisão muito pessoal, tomada com muito cuidado, na qual pensei no futuro do futebol e no meu próprio”, explicou Platini por meio de um comunicado.

“Há momentos na vida em que você tem que levar o destino com suas próprias mãos”, completou o ex-jogador, que pretende suceder o suíço Joseph Blatter, que renunciou ao cargo depois da revelação dos escândalos de corrupção envolvendo a entidade, em investigação comandada pelo governo dos Estados Unidos.

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Aos 60 anos, Platini caminha para completar uma carreira inédita: jogando pela Juventus e pela seleção francesa, foi um dos jogadores mais premiados de sua geração e ainda treinou a equipe nacional de seu país, foi organizador da Copa do Mundo de 1998 e chegou à presidência da Uefa.

Presidente da Uefa desde 2007, ele não quer se apresentar apenas como um representante da Europa. Nas últimas reuniões da Fifa, ele se aproximou de dirigentes de outras federações, como Conmebol (América do Sul) e Concacaf (Américas Central e do Norte), as mais afetadas pelos escândalos de corrupção. O francês, no entanto, também se envolveu em alguns casos controversos nos últimos anos.

Platini votou pelo Catar para sediar a Copa de 2022, mas rejeita qualquer insinuação de compra de votos no processo de escolha, apesar das várias denúncias. Ele também rejeitou um boicote contra a Copa de 2018 na Rússia depois que Vladimir Putin invadiu parte da Ucrânia. No ano passado, depois de receber um relógio de luxo de presente da CBF e receber ordem da Fifa para devolver o “agrado”, Platini indicou que não o faria. Dentro da Uefa, ele ainda evitou falar de assuntos como a publicação de salários e limite de mandatos para cartolas.

Entre seus concorrentes, as opções mais fortes parecem ser o príncipe da Jordânia, Ali bin Hussein (derrotado por Blatter nas últimas eleições, em maio), e o sul-coreano Chung Mong-Joon (magnata da Hyundai e ex-vice-presidente da Fifa). O brasileiro Zico enviou uma carta nesta terça-feira para a CBF para pedir que seja oficialmente apresentado ao cargo, mas não deve receber apoio da entidade brasileira. O argentino Diego Maradona também demonstrou o desejo de assumir o lugar deixado por Blatter.

João Havelange entre os dirigentes Michel Platini, Joseph Blatter e Lennart Johansson, na Copa da França, em 1998
João Havelange entre os dirigentes Michel Platini, Joseph Blatter e Lennart Johansson, na Copa da França, em 1998 VEJA

(com Estadão Conteúdo)

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