Clique e assine com 88% de desconto

Pelé continua evoluindo e infecção sistêmica é descartada

O novo boletim do hospital confirma que o ex-craque está lúcido e se alimenta normalmente. Uma bactéria em seu organismo, porém, ainda preocupa médicos

Por Da Redação - 28 nov 2014, 15h01

Pelé segue apresentando melhora em seu quadro clínico. Assim como fez pela manhã, o Hospital Albert Einstein informou que ele está reagindo melhor ao uso de antibióticos e segue sob cuidados na unidade de terapia intensiva, realizando tratamento temporário de suporte renal. De acordo com os médicos, não foi identificada nenhuma infecção sistêmica, fato que afasta a possibilidade de haver uma infecção generalizada. Mas o último boletim médico, divulgado na tarde desta sexta-feira, informa que uma bactéria, que vem resistindo aos antibióticos, continua no organismo do ex-atleta. Como já havia sido informado no boletim anterior, Pelé está lúcido, respira normalmente, sem a necessidade do uso de aparelhos ou de outros medicamentos e também consegue se alimentar sem maiores problemas. Ele está internado desde segunda-feira para tratar uma infecção urinária.

Leia também:

Pelé tirou um dos rins quando jogava no Cosmos

Personalidades do futebol desejam melhoras a Pelé

Publicidade

‘Pelé mudou de quarto para ter privacidade’, diz assessor

Pelé é internado em São Paulo com infecção urinária

Ex-goleiro Edinho, filho de Pelé, é preso novamente

Na quinta-feira, o rei do futebol foi encaminhado para a UTI do hospital na capital paulista, com o objetivo de iniciar um tratamento de hemodiálise para os rins. O estado de saúde do supercampeão é delicado. Antes de seguir para a UTI, Pelé foi transferido para uma unidade de cuidados especiais, com quadro de instabilidade clínica. Seus assessores diziam que Pelé também precisava de mais privacidade. A mudança seguinte, para a UTI, se fez necessária para o tratamento intensivo de suporte renal. Segundo os médicos, no fim da noite de quinta, Pelé não respondeu bem aos antibióticos e teve seu quadro de saúde agravado. O remédio utilizado no tratamento combatia uma bactéria, responsável por causar a infecção.

Publicidade

Por causa das toxinas eliminadas pelo micro-organismo, os rins começaram a falhar novamente. Além disso, Pelé apresentou um caso de hipotensão arterial. O ex-camisa 10 da seleção brasileira terá de ficar, no mínimo, mais cinco dias no hospital. Seu assessor, José Fornos, garantia que a transferência de setor no hospital não tinha a ver apenas com a situação clínica. “Ele estava recebendo muitas visitas e isso não permitia que repousasse bem”, disse Fornos. Segundo ele, a família decidiu com os médicos que seria melhor Pelé ficar em um quarto “mais privativo”. O assessor reiterava que “tudo segue normal” em relação ao quadro clínico de Pelé.

O próprio Pelé fez questão de tranquilizar os fãs por meio de sua conta oficial no Twitter, que é administrada por uma agência especializada. Em um texto em inglês, ele negou que tenha ficado sob cuidados especiais, algo que havia sido divulgado pelo centro médico mais cedo. “Gostaria de aproveitar a oportunidade para informar a vocês que estou bem. Não estive sob cuidados intensivos hoje, eu apenas fui colocado em um quarto especial pelo hospital por questões de privacidade”, dizia a mensagem. Ele ainda agradeceu aos fãs pelo apoio e disse que planeja passar as festas de final de ano com a família.

Pelé foi internado pela segunda vez desde o último dia 12. Na ocasião, o ex-jogador, com dores na região do estômago, cancelou uma sessão de autógrafos que seria promovida no Museu Pelé, em Santos. Internado, Pelé foi submetido a retirada de pedras no rim. No retorno ao hospital, que ocorreu no dia 24, a infecção urinária foi identificada em um exame de rotina. No total, quatro boletins médicos foram divulgados. Na quarta-feira, Pelé, que completou 74 anos no dia 23 de outubro, passou a ser medicado com antibióticos.

(Com agência Gazeta Press)

Publicidade