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Paulo Nobre sucede Tirone na presidência do Palmeiras

Empresário tem a missão de recolocar a equipe na Série A do Brasileirão

Por Da Redação 21 jan 2013, 23h32

Na última eleição do Palmeiras feita somente com votos do Conselho Deliberativo – a próxima será por voto direto -, o empresário Paulo Nobre foi o escolhido para presidir o clube na tentativa de fazê-lo retornar à Série A do Campeonato Brasileiro de 2014, ano do centenário do time. Nobre, de 44 anos, teve 153 votos e superou o adversário Décio Perin, com 106. Ele fica à frente do Palmeiras até outubro de 2014.

“Com certeza absoluta, é a maior responsabilidade que já se apresentou na minha vida. Com seriedade e respeito, tentaremos fazer o Palmeiras voltar a ser Palmeiras com todas as letras maiúsculas nos próximos dois anos”, prometeu o novo mandatário.

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Nobre conseguiu eleger também todos os vice-presidentes que queria ter ao seu lado, Mauricio Precivalle Galiotte, Genaro Marino Neto, Antonio Jesse Ribeiro e Victor Fruges. O sucessor de Arnaldo Tirone fez uma campanha baseada em avanço nos principais departamentos do clube. O foco do novo presidente está nos sócios torcedores, para quem pretende dar condição de voto nas eleições, alcançando 100.000 cadastrados.

No futebol, Nobre prometeu buscar um “manager” no estilo europeu, mas já admitiu que terá dificuldade para encontrar alguém com esse perfil até deixar o cargo. Uma de suas primeiras missões será definir a contratação do argentino Riquelme, com quem o antecessor Arnaldo Tirone garante já ter feito um acerto salarial.

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“A partir de amanhã já vai ter gente me cobrando. Isso é normal em um clube de futebol popular como o Palmeiras. Mas acredito que a maioria das pessoas vai querer ver o trabalho que começamos a desenvolver. Se for positiva, teremos uma folga maior de tempo para trabalhar, mas a pressão no Palmeiras é o tempo todo. Faz parte, é normal”.

Mas o novo presidente não garante o argentino: “O Riquelme é um jogador de renome, ninguém discute. Mas eu vou querê-lo só se concluir que ele pode ser útil, sem emoção nem paixão, uma coisa bem fria”, apontou Nobre, reiterando que, para ganhar 210.000 dólares de salários em contrato de dois anos, o ex-jogador do Boca Juniors, parado desde 4 de julho, precisa provar estar bem.

Dívida – Paulo Nobre assume um clube com uma dívida de cerca de 160 milhões de reais e alega se apoiar em seu plano de governo para ter harmonia política. Derrotado por Arnaldo Tirone em 2011, o novo dirigente (que foi vice-presidente entre 2007 e 2009) ganhou força por se aliar ao grupo do ex-presidente Mustafá Contursi, garantindo também o apoio de Carlos Facchina Nunes, outro ex-mandatário, e de mebros da ala de Tirone.

Nobre quer ter mais calma para trabalhar nestes dois anos de sua gestão. Em outubro, por estar cumprindo contrato com a fábrica que o patrocina, faltou na reunião extraordinária em que o Conselho Deliberativo aprovou por unanimidade as eleições diretas e recebeu muitas críticas por isso.

Agora, prega a união. “Eu gostaria de contar na gestão com o grupo liderado pelo Mustafá, pelo Facchina, assim como do grupo do Della Monica, do Belluzzo e até as pessoas que estavam no Tirone”, declarou em referência a ex-presidentes do clube. “As campanhas e as eleições acabaram de acabar. Todos que estiverem imbuídos com a mesma filosofia terão uma vez”, discursou.

Nobre ainda prometeu olhar até para rivais em nome do sucesso do Palmeiras. “Tudo que deu certo em clubes grandes do Brasil e do mundo pode ser copiado. O mercado repete o que dá certo, tanto que o Barcelona já copiou o Palmeiras. O Barcelona não tem um preparador de goleiros?”, indagou, lembrando que a função foi exercida de forma pioneira no clube por Valdir Joaquim de Moraes, nos anos 1970. “Copiar não é demérito, mas você tem que adaptar as coisas positivas às suas próprias características”, reiterou.

(Com Gazeta Press)

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