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Patrícia Moreira e mais três gremistas são indiciados por injúria racial contra goleiro Aranha

<p>Os quatro torcedores podem ser condenados a até três anos de prisão</p>

Por Da Redação Atualizado em 11 jan 2022, 19h27 - Publicado em 30 set 2014, 12h01

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul anunciou nesta terça-feira que quatro torcedores do Grêmio foram indiciados por injúria racial contra o goleiro Aranha, do Santos, em partida válida pela Copa do Brasil na Arena do Grêmio. O delegado Cleber Ferreira informou em entrevista coletiva que a lista de acusados é composta por Patrícia Moreira – jovem que foi flagrada pelas câmeras de TV chamando o jogador de “macaco”- , Rodrigo Rychter, Fernando Ascal e Éder Braga.

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A polícia tem imagens de outros quatro torcedores que insultaram ou fizeram gestos ofensivos contra Aranha, mas ainda não conseguiu identificá-los. Durante a investigação, que continua em andamento, a polícia analisou três horas de vídeo e contou com a ajuda de especialistas em leitura labial. Os quatro torcedores podem ser condenados a penas de até três anos de prisão e ser obrigados a se apresentar na delegacia no horário das partidas, segundo o delegado. O incidente que gerou enorme repercussão nacional ocorreu na partida entre Grêmio e Santos, válida pelo jogo de ida das oitavas da final da Copa do Brasil, no dia 28 de agosto, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

Aos 42 minutos do segundo tempo, o goleiro Aranha se queixou para o árbitro Wilton Pereira Sampaio quando foi insultado e a partida foi interrompida por alguns minutos. O Superior Tribunal de Justiça Esportiva (STJD) puniu o Grêmio com a perda de três pontos pelo episódio envolvendo sua torcida, o que resultou na eliminação automática da competição. Patrícia Moreira, a torcedora que mais foi exposta pela imprensa, perdeu o emprego depois do incidente e teve a casa apedrejada e parcialmente incendiada.

(Com agência EFE)

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