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Parreira fala em “trabalho perfeito” e não se arrepende de discurso sobre favoritismo

Coordenador técnico da seleção elogiou a preparação da equipe no Mundial

Por Da Redação - 9 jul 2014, 17h10

Antes de a Copa do Mundo começar, o coordenador-técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, havia afirmado que a equipe era a favorita para conquistar o hexacampeonato. Um dia após a eliminação contra a Alemanha, com direito a uma goleada histórica, ele acompanhou o técnico Luiz Felipe Scolari em entrevista coletiva na Granja Comary, em Teresópolis, e disse não se arrepender de seu discurso. “Estávamos otimistas mesmo. Não podemos entrar na guerra com o discurso de que vamos perdê-la. É obrigação da comissão técnica ser otimista e acreditar na capacidade de nossos jogadores. O trabalho foi muito bem conduzido durante um ano e meio. Não houve reversão da expectativa.”

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Com a experiência de quem disputou dez Copas do Mundo e já chegou a ser demitido com a competição em andamento – em 1998, como técnico da Arábia Saudita -, Parreira considerou o trabalho feito pela seleção brasileira como satisfatório. “Quero ressaltar a correção e o comprometimento destes jogadores. Não tivemos um deslize em um ano e meio. Tudo funcionou, o trabalho foi perfeito, menos o resultado contra a Alemanha. Gostaríamos de agradecer a todos, não houve um erro, não houve nada. O futebol brasileiro já sobreviveu a crises parecidas e vai sobreviver a isso.”

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Parreira chegou a ler uma carta, enviada por uma fã de Luiz Felipe Scolari, para justificar que a comissão técnica recebeu mensagens de apoio mesmo após a derrota. Por fim, eximiu a CBF da culpa pelo resultado e disse que as mudanças no futebol brasileiro devem partir dos clubes. “Estamos mal acostumados a analisar os trabalhos apenas pelos resultados. Está claro que os europeus se preocuparam em trabalhar as categorias de base, melhorar o nível de seus treinadores e jogadores. A CBF não é formadora de jogadores, ela apenas os recebe, teoricamente prontos, e monta equipes. Devemos melhorar na formação de base dos clubes.”

Pela seleção brasileira, Parreira foi campeão das Copas de 1970, como preparador físico, e 1994, como treinador.

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