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Parreira compara 7 a 1 ao 11 de Setembro: ‘Parecia ficção’

Coordenador técnico da seleção brasileira na Copa do Mundo disse que os gols da Alemanha no tragédia do Mineirão foram 'como a queda das Torres Gêmeas'

Passados quase quatro meses da maior derrota da história da seleção brasileira, o ex-coordenador técnico da equipe, Carlos Alberto Parreira, disse ainda não entender como a Alemanha conseguiu vencer o Brasil tão facilmente no Mineirão. Em entrevista exibida nesta sexta-feira pelo canal pago SporTV, ele relembrou momentos da derrota por 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo e chegou a comparar a derrota aos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Mesmo sem citar o termo “apagão”, tão utilizado pelo técnico Luiz Felipe Scolari após o fracasso, Parreira avaliou que a seleção ficou sem ação depois de sofrer o segundo gol. “Não deu para sentir nada no momento. É igual à coisa das torres gêmeas: você vê a primeira sendo destruída, daqui a pouco a segunda, e você simplesmente não acredita. Parecia ficção. O sentimento era esse, de que não era realidade. Foi tão rápido que não deu tempo de fazer nada”, afirmou.

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O apresentador Luciano Huck já havia comparado à derrota aos ataques em Nova York, o que lhe rendeu muitas críticas nas redes sociais. Para Parreira, porém, nem tudo foi desastre na participação brasileira na Copa. Repetindo o que já havia dito em entrevista coletiva no dia seguinte à goleada, Parreira insistiu que a campanha da seleção não foi ruim. Segundo o técnico do tetracampeonato em 1994, uma derrota como aquela não se repetirá com nenhuma outra grande seleção. “A participação do Brasil não foi decepcionante, mas também não foi aquilo que a gente esperava e queria. Aquele 7 a 1 vai marcar para sempre o futebol brasileiro. Mas a gente não pode ficar vivendo daquele resultado. Foi um desastre, mas foi aleatório. Nunca havia acontecido antes em uma Copa do Mundo e não vai acontecer novamente.”

Parreira relembrou os percalços da preparação e disse que Felipão e a comissão técnica sofreram com a falta de ritmo de alguns jogadores que pouco atuavam em seus clubes. “Nossa preparação foi curta. Foram apenas catorze dias. E jogadores como Paulinho, David Luiz, Willian, Oscar, Daniel Alves, Marcelo eram praticamente reservas e não vinham jogando, assim como o Fred, como o Jô, que estavam machucados. Mas como é que iríamos trocá-los? Eles já estavam acostumados, entrosados, dentro de uma forma de jogar. Não tivemos tempo suficiente para prepará-los para a Copa. E esses atletas sentiram muito a falta de ritmo”. Dos atletas citados por Parreira, Daniel Alves e Paulinho perderam lugar na equipe nas últimas partidas do Mundial.

(Com agência Gazeta Press)