Paraguai x França pode ser o jogo mais quente da história das Copas
Previsão é que temperatura no gramado possa bater os 49°C no estádio da Filadélfia
Paraguai e França se enfrentam neste sábado, 4 de julho, no estádio da Filadélfia, em partida que pode entrar para a história como uma das mais quentes já disputadas em uma Copa do Mundo. O confronto, válido pelas oitavas de final, terá início às 17h no horário local (18h no horário de Brasília, sob calor extremo.
A marca histórica pertence a Alemanha x Coréia do Sul, em 27 de junho de 1994, também nos Estados Unidos, em Dallas, quando a temperatura oficial chegou a 38°C, mas termômetros no gramado bateram 46°C.
Um alerta de calor extremo está em vigor na Filadélfia até as 20h de sábado, com recomendação oficial para que todos procurem ficar em casa ou procurar sombras, além de tomar bastante água. A máxima prevista para o dia é de 38°C, próxima do recorde histórico da cidade, de 39°C, registrado há exatos 60 anos, em 4 de julho de 1966. A sensação térmica deve variar entre 41°C e 43°C. Não é raro que dias quentes de verão terminem com tempestades, e as autoridades estão especialmente preocupadas com o risco de ventania forte.
No gramado, a temperatura pode passar dos 43°C, podendo chegar a 49°C. A situação seria pior se o piso fosse sintético, mas a Fifa baniu o uso de grama artificial em todos os 16 estádios da Copa de 2026, o que reduz o impacto sobre pés e panturrilhas dos jogadores, mesmo com o calor irradiado pelo campo se somando à temperatura do ar.
O técnico francês Didier Deschamps comentou a situação, sem dar grande importância à temperatura. “Não é ideal, mas não estou muito preocupado com o calor. Nossa equipe médica está preparada e várias medidas foram tomadas”. Já o paraguaio Gustavo Alfaro viu até uma possível vantagem sobre o adversário. “O clima é muito parecido com o que temos em Assunção”. O zagueiro Junior Alonso foi na mesma linha: “Isso é completamente normal para nós, espero que esquente um pouco mais amanhã”, brincou.
Antes do início do torneio, pesquisadores alertaram que 14 dos 16 estádios usados nos Estados Unidos, no México e no Canadá poderiam registrar níveis perigosos de calor. Em carta aberta à Fifa, especialistas em saúde apontaram “níveis preocupantes de estresse térmico” para os atletas e pediram medidas como pausas de resfriamento mais longas e protocolos mais claros para adiar ou suspender partidas em condições extremas. Em resposta, a Fifa determinou a malfadada pausa para hidratação no meio de cada tempo, que não faz muito sucesso entre os torcedores – em várias partidas, a pausa acontece sob as vaias das arquibancadas.
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