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Para Tony Blair, organizar Olimpíadas é oportunidade de transformar um país

O ex-primeiro-ministro Britânico fala em seminário em São Paulo sobre os desafios de preparar Londres para os Jogos Olímpicos

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair disse nesta terça-feira que o Brasil tem uma oportunidade única de “construir para o futuro” com a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. De modo genérico, Balir aconselhou o País a aproveitar os eventos para deixar um legado, tanto nas áreas econômica, social e ambiental quanto na conquista de um espírito esportivo. Para ele, o esporte deve ser mais que uma atividade física: é uma oportunidade para a sociedade se transformar.

Blair deu as declarações durante seminário em São Paulo, no qual falou a líderes empresariais sobre sua experiência em relação à Olimpíada de Londres, marcada para 2012. Primeiro-ministro entre 1997 e 2007, ele foi um dos responsáveis por levar o evento para a capital britânica.

O ex-premiê dividiu em cinco tópicos os desafios para organizar uma Olimpíada. Um deles estaria relacionado com um legado de “regeneração” das cidades, principalmente com melhorias no que diz respeito à infraestrutura. “Os Jogos Olímpicos nos forneceram a oportunidade de renovar o sistema de transporte de Londres”, citou. “Infraestrutura é vital, pois cria benefícios para os negócios, para a sociedade.”

Blair disse que é preciso erguer obras pensando a longo prazo, não apenas nos dias do evento. Ele voltou a citar o exemplo de Londres, que “está usando os Jogos Olímpicos para modernizar áreas pobres”. O ex-primeiro-ministro afirmou que, para isso, o governo necessita de boa gestão, precisa definir suas metas, provar que tem capacidade de realizar a Olimpíada. Isso porque, segundo ele, uma governança eficiente se torna uma vitrine para o mundo.

Em outro ponto, Blair defendeu a parceria entre o setor público e privado para a realização dos eventos. Ele abordou a diferença que costuma ocorrer entre o valor orçado e valor realizado. O ex-premiê disse que ficaria surpreso se um evento do porte de uma Olimpíada estivesse dentro daquilo que foi orçado inicialmente.

O político também abordou o que chamou de “espírito dos Jogos”. Segundo ele, é preciso ter em mente de tudo o que os Jogos Olímpicos podem representar para uma nação. “É a chance de uma integração social”, afirmou. “Não queremos que Londres seja vista apenas como destino turístico, mas como uma cidade moderna que representa a globalização europeia”, disse. “Vocês (brasileiros) têm uma oportunidade de mostrar o Rio e o Brasil como símbolo de um mundo que está em transformação.”

(Com Agência Estado)