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Para resolver escassez no ataque, Santos tenta André e Rafael Moura

Por Da Redação - 17 jul 2012, 10h58

Após ver Alan Kardec, Borges e Renteria deixarem o clube e com Neymar servindo a Seleção Brasileira, que irá disputar os Jogos Olímpicos de Londres (Inglaterra), o Santos tenta resolver a escassez de opções para o ataque, buscando reforços no mercado nacional. Os centroavantes André, do Atlético-MG, e Rafael Moura, do Fluminense, são alternativas que agradam a diretoria santista, mas o Peixe terá que fazer um esforço financeiro para contar com algum deles.

Revelado pelo próprio Alvinegro Praiano, André foi vendido no segundo semestre de 2010 para o Dinamo de Kiev (Ucrânia), antes de ser emprestado para Bordeaux (França) e Galo posteriormente – o clube mineiro o adquiriu em definitivo. O Santos entende que o retorno do atacante para a Vila Belmiro seria benéfico pelo entrosamento que André já possuía com o time, tendo em vista que a espinha dorsal da equipe tem sido mantida nos últimos anos.

Porém, as dificuldades econômicas vividas pelos santistas podem atrapalhar o negócio. O Atlético-MG espera receber uma compensação financeira pelo empréstimo de André, enquanto o Peixe deseja receber o jogador gratuitamente, arcando apenas com os seus salários. Fora isso, o Galo quer emprestar o centroavante até o fim do ano, enquanto a cúpula alvinegra deseja contar com o seu futebol durante um ano.

O Santos, porém, não é o único interessado em André. Outros clubes do Brasil já sondaram o Atlético-MG e devem apresentar propostas para tirá-lo de Belo Horizonte em breve, aumentando a concorrência.

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Seguindo a linha de André, que está na suplência do Galo, Rafael Moura, reserva no Fluminense, também já foi procurado pela direção santista. O problema dessa transação é que, além dos altos vencimentos mensais do He-Man, o Tricolor Carioca quer negociar o atacante em definitivo, opção praticamente descartada pelo time da Vila.

O vice-presidente de futebol alvinegro, Odílio Rodrigues, não deu maiores detalhes sobre as conversas com André e Rafael Moura. Sem confirmar e nem desmentir o interesse na dupla, o dirigente apenas ressaltou que o clube não irá fazer nenhuma loucura financeira para reforçar o seu elenco.

‘Com a saída de alguns jogadores, sabemos que é necessária a vinda de novos nomes. Só que, evidentemente, o Santos tem um orçamento para o futebol e a nossa gestão conduz essa questão com bastante responsabilidade. A nossa política de investimentos fica dentro dos parâmetros que foram estabelecidos no começo de nossa administração. Agora, estamos trabalhando em busca de reforços e não paramos de procurar maneiras de fortalecer o nosso plantel’, afirmou Odílio.

No aguardo de possíveis contratações para o setor ofensivo, o técnico Muricy Ramalho, que recentemente recebeu o argentino Miralles para a posição, tem demonstrado paciência com a procura do Santos por novas peças para o ataque da equipe.

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‘Tenho paciência porque estou todo o dia com os dirigentes no CT (Rei Pelé), vendo o sacrifício que está sendo feito para tentar reforçar o grupo. Mas as pedidas são absurdas. Não me meto no que diz respeito ao dinheiro do clube, só que os números que os caras falam são fora da realidade. A direção está trabalhando muito e vamos continuar esperando pela chegada de novos atletas’, comentou.

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