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Para manter foco no ouro, Uvini apoia futebol fora da vila olímpica

A Seleção Brasileira não vai começar os Jogos de Londres desfrutando uma das tradições da competição: o convívio com pessoas de todo o mundo na vila olímpica. E Bruno Uvini prefere assim. O zagueiro crê que, ao se hospedar em um local isolado – até porque as partidas iniciais não ocorrerão na capital inglesa -, o time se aproxima do inédito ouro.

‘A Seleção Brasileira de futebol vai ficar em um hotel separado para a concentração ser maior. Falam que tem muito intercâmbio na vila olímpica, conhecendo pessoas de outros esportes e outros países. Sei que é Olimpíada e tem todo esse pensamento de fora de campo, mas, por ser um ouro inédito, vamos focados em um hotel separado só para nós. Isso mostra uma seriedade maior ainda no objetivo’, disse o defensor.

Obter a conquista que falta ao futebol brasileiro é uma obsessão. ‘É um título importante que não temos ainda. Estão todos na expectativa. Pela geração que o Brasil tem hoje, certamente a pressão vai ser muito grande, mas não podemos deixar isso atrapalhar. Temos que puxar o Brasil para nosso lado, usar esta energia boa dentro do campo e trazer esta medalha’, falou Lucas.

A tensão é tão grande que a equipe com jogadores abaixo dos 23 anos – exceto Thiago Silva, Marcelo e Hulk – aceita ser equiparada à Seleção principal. ‘Podem dizer que é praticamente uma Seleção principal. É sub-23, lógico que tem jogadores abaixo por causa da Olimpíada, mas se for olhar a convocação da principal para os últimos amistosos, a base toda era essa. É praticamente a mesma coisa’, comparou Bruno Uvini.

Nos últimos quatro amistosos, Mano Menezes priorizou a utilização de atletas com idade olímpica, e também chamou muitos jogadores com histórico nas categorias de base da Seleção Brasileira, como os campeões sul-americanos e mundiais do ano passado. Assim, os jogadores se sentem mais adaptados às exigências que terão nas Olimpíadas.

‘Como começamos na sub-20, vamos nos adaptando à Seleção, nos acostumando. Na hora que você veste a camisa da principal, é lógico que é uma cobrança muito maior, com outro padrão por mídia, público, tudo, mas você já está um pouco mais acostumado à camisa, ao ambiente’, relatou Bruno Uvini.