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Para impedir catástrofe, Brasil aprova a tensão do 3º jogo

Seleção fora da Copa na noite desta segunda? Chance é pequena, mas Felipão quer que o risco esteja na cabeça dos atletas antes da partida contra Camarões

Por Giancarlo Lepiani, de Brasília 23 jun 2014, 07h05

“Entraremos no jogo sabendo que temos dois de três resultados, o empate e a vitória. A ansiedade é normal, mas ela não pode levar o jogador a cometer mais erros.”

É um cenário que o torcedor brasileiro não quer nem imaginar. No início da noite desta segunda-feira, a seleção brasileira de futebol pode estar eliminada da competição. A chance é pequena, diga-se. Afinal, ao Brasil basta uma vitória ou um empate� contra Camarões, às 17 horas (de Brasília), no Estádio Nacional Mané Garrincha, para avançar às oitavas de final. O time do técnico Luiz Felipe Scolari está completo, sem atletas suspensos ou lesionados, e o adversário da partida na capital federal concorre a outro título neste Mundial, o de pior equipe do torneio. Ainda assim, Felipão tenta enxergar um lado positivo na tensão que antecede a partida, dizendo que esse risco deixará o time mais concentrado e focado, mais atento a erros que possam complicar a partida. “Já tivemos o exemplo de grandes seleções que não se classificaram nesta Copa”, lembrou ele na véspera do jogo em Brasília. “Sabemos que nós também precisaremos entrar com alto nível de atenção na partida, pois também não estamos já garantidos na segunda fase.”

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A um dia da partida decisiva, Felipão repetiu várias vezes que é preciso respeitar Camarões – uma equipe que perdeu seus dois jogos, tem problemas no grupo e mostrou um futebol bastante pobre – e lembrou que esta Copa já teve grandes zebras, o que deve servir de lição para os brasileiros. “Os jogos têm mostrado que é tudo é possível. Há vários times jogando fechados demais, com nove atletas atrás da linha da bola, está muito difícil.” O técnico, porém, não quer que o nervosismo natural que antecede cada partida de Mundial transforme-se em medo de uma catástrofe nesta segunda. “Nós entraremos no jogo sabendo que temos dois de três resultados, o empate e a vitória. A ansiedade é normal, mas ela não pode levar o jogador a cometer mais erros.” O técnico só parece estar lamentando mesmo o fato de não poder aproveitar a partida para poupar os titulares pendurados (Neymar, Thiago Silva e Luiz Gustavo) e fazer alguns testes no time. “Em 2002, entramos no último jogo da primeira fase já garantidos, e pude mexer. Agora, precisamos fazer o possível e o impossível para conseguir a classificação.”

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