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Para Felipão, metade de seu time estará de volta em 2018

Técnico não quer falar sobre seu futuro, mas aposta que ao menos doze atletas que estiveram nesta Copa estarão no grupo chamado para o Mundial da Rússia

Por Giancarlo Lepiani, de Belo Horizonte - 9 jul 2014, 01h17

Depois da decisão do terceiro lugar, sábado, em Brasília, contra o perdedor da semifinal entre Argentina e Holanda, a seleção brasileira voltará a campo pelo menos mais quatro vezes em 2014

Enquanto alguns integrantes da seleção brasileira deixavam o vestiário do Mineirão confessando que temem ficar marcados pela derrota histórica para a Alemanha, 7 a 1, nesta terça-feira, na semifinal da Copa do Mundo, o técnico Luiz Felipe Scolari revelava estar preocupado com essa possibilidade. De acordo com ele, é preciso lembrar que o futuro da equipe passa obrigatoriamente pela recuperação de muitos dos atletas que participaram do grupo neste Mundial. “A partir de agora, temos de sentar com o grupo, analisar tudo o que aconteceu e trabalhar bastante com todos eles, porque muitos estarão nas próximas convocações. É preciso mostrar que esse foi um jogo atípico, que isso não é o normal. Foi a pior derrota do Brasil, mas aconteceu, a vida de todo mundo vai continuar”, afirmou Felipão.

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O técnico recorreu ao exemplo da própria Alemanha, também derrotada na semifinal de uma Copa disputada em casa, para projetar um futuro vitorioso para a seleção pentacampeã. “Nós tentamos fazer tudo o que tínhamos condições de fazer, mas perdemos para uma grande equipe, que já está organizada há muito tempo”, lembrou, em referência ao fato de a equipe europeia ter mantido alguns integrantes da geração que ficou em terceiro lugar em 2006 e de ter preservado quase toda a base da equipe que repetiu essa mesma colocação na última Copa, em 2010. “Dentro desse grupo brasileiro, uns doze, treze ou catorze jogadores estarão na Copa da Rússia em 2018. Foi mesmo uma derrota catastrófica, feia, horrível, é verdade. Mas foi o caminho que percorremos, e agora devemos aprender alguma coisa com ele.”

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Depois da decisão do terceiro lugar, sábado, em Brasília, contra o perdedor da semifinal entre Argentina e Holanda, a seleção brasileira voltará a campo pelo menos mais quatro vezes em 2014. Em 5 de setembro, a equipe reencontra a Colômbia de Zuñiga, o lateral que tirou Neymar da Copa, em amistoso em Miami. Em 9 de setembro, o Brasil enfrentará o Equador em Nova Jersey. Em 11 de outubro, o duelo é contra a Argentina, em Pequim, e em 12 de novembro, a equipe viaja a Istambul para jogar contra a Turquia. Felipão não quis falar sobre a chance de permanecer no cargo. �”Isso não é assunto para tratar agora”, disse, pouco depois do jogo desastroso desta terça. Antes do início da Copa, ele deixava o tema em aberto, parecendo disposto a continuar em caso de conquista de título. O presidente da CBF, José Maria Marin, e seu sucessor eleito, Marco Polo Del Nero, os responsáveis pelo retorno de Felipão ao cargo, não se manifestaram sobre a derrota brasileira nem sobre o futuro da equipe.

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