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Para Dunga, é ânaturalâ Neymar ser o centro das atenções na Seleção

Por Da Redação Atualizado em 19 jul 2016, 14h20 - Publicado em 20 jun 2015, 15h59

A coletiva de imprensa do técnico Dunga, realizada na manhã deste sábado, girou basicamente em torno da suspensão de Neymar e de qual será o planejamento da Seleção Brasileira para avançar as quartas de final da Copa América sem seu maior craque. Questionado sobre a hegemonia dos assuntos relacionados ao jogador na entrevista, Dunga considerou normal o camisa 10 ser o centro das atenções.

“É natural. Assim como teve o Flamengo do Zico, o Corinthians de Sócrates, o Santos do Pelé, o Inter de Falcão, o Grêmio de Renato Portaluppi, a Alemanha de Beckenbauer e a Argentina de Maradona e Messi”, justificou o treinador sobre a denominação “Brasil de Neymar”.

“É mais que natural esse olhar um pouco diferente. Temos jogadores de altíssimo nível jogando com ele, mas é natural do futebol cercar um nome para falar. O que mais vende, a gente vai falar”, acrescentou o gaúcho.

Julgado pelo Tribunal de Disciplina da Conmebol, Neymar recebeu quatro jogos de gancho. A Confederação Brasileira de Futebol deve recorrer da sentença, mas se o panorama se mantiver, o centroavante não entrará mais em campo na disputa da Copa América. Dunga evitou lamentar a decisão, mas reconheceu que a qualidade técnica do jogador tem potencial de tornar as partidas bem mais interessantes.

“Isso é futebol. Neymar é um personagem muito grande, as expectativas em torno dele também são grandes. Todos que gostam de futebol gostariam de vê-lo em campo, assim como Alexis Sanchez, Messi, Di María e tantos outros. Não digo que são protegidos, mas ao menos o espetáculo seria melhor com esses jogadores podendo exprimir sua capacidade técnica”, avaliou.

Dunga ainda não escolheu para quem vai conceder a braçadeira de capitão no lugar de Neymar. O técnico ressaltou a filosofia da comissão técnica de dar autonomia aos jogadores e disse que cabe ao camisa 10 decidir se permanece no Chile com o restante da delegação ou se volta para casa.

“Depende dele. Nós tratamos nossos atletas como homens que devem assumir suas responsabilidades. Temos que analisar e conversar sobre o que cada um pensa, se vai ser mais benéfico para o grupo ficar ou se será mais produtivo sair. Ele precisa sentir se pode colaborar de alguma forma, se está pronto para ficar aqui, ou se deve ir embora para não transmitir tristeza e amargura por não poder jogar. O que queremos é que os jogadores tomem decisões. Queremos que eles mostrem os homens que são, em quem acreditamos. Muitos falavam que nós não deixávamos os atletas se expressarem. Muito pelo contrário: queremos e gostamos que eles tomem decisões para que achemos juntos maneiras de crescer como jogadores e como homens”, completou.

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