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Para Blatter, punir racismo com perda de pontos é perigoso

A pedido do sindicato mundial de jogadores, reunião da Fifa vai analisar problema

Por Da Redação 5 abr 2013, 12h25

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse nesta sexta-feira, em uma conversa com jornalistas suíços, que considera perigoso tirar pontos ou rebaixar equipes por causa de condutas racistas, já que as medidas poderiam fazer com que os torcedores provocassem incidentes de propósito. Blatter afirmou que o Congresso da Fifa, previsto para o próximo mês, nas Ilhas Mauricio, deve analisar formas de combater o problema, cumprindo um pedido feito pelo sindicato mundial de jogadores, FIFPro.

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“Temos de fazer algo, mas com cautela. O perigo de dizer que as partidas serão interrompidas ou que os clubes perderão pontos pode abrir espaço para que grupos de hooligans provoquem estes problemas de forma intencional”, opinou o cartola. Blatter, que também se mostrou partidário de adotar medidas disciplinares padronizadas em todas as associações e ligas do mundo, criticou a situação vivenciada pelo ex-jogador Simone Farina, que não foi contratado por nenhum clube na Itália após denunciar uma tentativa de combinação de resultado.

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Joseph Blatter também disse que o próximo Congresso da Fifa abordará outra questão polêmica: a manutenção do brasileiro João Havelange no cargo de presidente de honra da entidade. Ele afirmou que nenhum dos 209 membros da Fifa se mostrou a favor da desvinculação de Havelange, presidente da Fifa entre 1974 e 1998 – e acusado de corrupção.

(Com agência EFE)

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